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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A Retirada do Latim no Curso de Letras


Algumas instituições estão abolindo o latim da grade de Letras. Como entender isso?

O Prof. Francisco Platão Savioli talvez seja mais conhecido pela GRAMÁTICA EM 44 lições, da qual é autor. No curso de Letras temos o referido professor sempre lembrado nas aulas de Linguística. Ele é Licenciado em Língua Portuguesa e Bacharel em Latim e Linguística pela USP. Mestre em Filologia Românica e Linguística pela USP. Doutor em Filologia Românica e Linguística pela USP.

Ele tem ajudado ao concursandos e graduandos em Letras durantes anos. Quem cursa Letras deve ter lido algo que ele escreveu na área de linguística.

Como entender Filologia sem latim?

Alguns professores trabalham com pesquisas a respeito do latim.

O Prof. Ataliba Texeira Castilho analisa a língua e o seu uso. Recentemente ele lançou GRAMÁTICA DO PORTUGUÊS BRASILEIRO. Diferente das outras gramáticas por registrar o modo de falar dos brasileiros, fazendo uma descrição do uso e não da norma gramatical. Ele é graduou-se em Letras Clássicas pela USP, onde fez o Doutorado em Linguística. Com o estudo do latim, pôde avaliar melhor o processo linguístico através do tempo.


A Prof. Mara Rodrigues Vieira é graduada em Português-Latim pela UFRJ. Mestra em Letras Clássicas pela UFRJ.

O Prof. Marcelo Vieira Fernandes é graduado em Português-Latim pela USP. Pós-graduado em Letras Clássicas pela USP.

Como tirar o latim da grade de Letras se há professores para ensinar? Quem argumenta que o Latim não serve pois é uma língua morta, ainda não conhece o jornal EPHEMERIS.

Dê uma olhada http://ephemeris.alcuinus.net/

Trata-se de um jornal em latim.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Trabalho do dicionarista


Fomos acostumados a pensar no dicionário de Aurélio como aquele com maior autoridade no Brasil. Isso se deu pelo simples fato de sua popularidade entre os professores de português e o público em geral.

Por muito tempo, parecia que sem consultar o "Aurélio", não havia certeza da informação.

Felizmente os tempos são outros. Afinal, todos os dicionaristas merecem o mesmo respeito e a mesma confiabilidade. Nenhum deles conhece tudo o que está registrado no dicionário.

Podemos tomar o próprio Aurélio como exemplo.

Quem tem o Mini Aurélio do Século XXI, 4ª edição, 2001, encontra o seguinte:"Nesta edição, foram pesquisadores nas áreas especializadas:Artur Bisisio Jr.(Comunicação, Editoração e Marketing), Aurélio Baird Buarque Ferreira(Química e Físico-Química), Beatriz Grosso Fleury(Biologia Marinha e Ecologia), Deolindo Couto Filho(Medicina), Flávio Versiani(Economia), Isolda Homem(Arquitetura e Urbanismo), João Carlos dos Anjos(Física de Partícula), Marília Barroso(Filosofia), Vasco Fleury(Engenharia Elétrica)".

Perceba que o dicionarista conta com uma equipe.

Assim sendo, não é um trabalho tão fácil e quem se dedica a isto merece a confiança e o respeito por parte do leitor.

domingo, 25 de julho de 2010

Prof. Ernani Pimentel e o Acordo Ortográfico.


O Prof. Ernani Pimentel é o principal representante do Movimento Acordar Melhor e aponta as falhas do Acordo Ortográfico e do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. Aqui vai um pouco do que ele apresenta:

Problemas do Acordo Ortográfico.

1. Anacronismo: Em 1990, praticamente se reiterou o pensamento de 1975, porém o mundo evoluiu muito de lá para cá. É certo que o século XX representou uma evolução tecnológica mais acelerada de todas as últimas décadas, mas também é verdade que em 1975 sequer havia internet, um dos vários fatores que contribuíram para a transformação mais assombrosa de que se tem notícia na história comumente conhecida do planeta.

2. Falta de objetivo: Como o próprio nome diz, o Acordo é ortográfico e não ortofônico, ou seja, deve-se ater à grafia, à maneira de escrever, sem que se afete a pronúncia... Mas eliminou o trema, que, em sua essência é um marcador da pronúncia. Será que os responsáveis por esse Acordo não sabiam disso?

3. Contradição de princípios:Nas palavras compostas em que o segundo elemento começa com, qual o princípio? Manter-se o h ou eliminá-lo? Uma regra lógica só se fixa com princípios definidos e não contraditórios. Quando o Acordo diz que se deve usar o hífen antes de h(extra-humano), está dizendo que o h deve ser mantido. Quando diz que em des+humano se deve grafar desumano, está pregando contraditoriamente a eliminação da referida letra.

4.Imprecisão de conceitos:O Acordo chama de aglutinadas as palavras "girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedistas, etc", desconhecendo que "glut" significa comer, engolir...e por isso, aglutinação pressupõe algum som engolido ou alterado (filho de algo = fidalgo; perna alta = pernalta).

5.Pontuação discutível:No item anterior, ao final da série de palavras, exite um "etc." depois de vírgula. A abreviatura da expressão latina et cetera, que significa "e o restante", começa com a conjunção et, antes da qual não se justifica a vírgula.

O texto completo você confere no site acordar melhor

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Portugal e o Acordo Ortográfico


No dia 21 de outubro de 2009, a Porto Editora apresentou em Lisboa no Padrão dos Descobrimentos, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, sob a direção científica do Prof. João Malaca Casteleiro. O VOLP elaborado em Portugal teve colaboração de acadêmicos da Academia Galega da Língua Portuguesa.

Na ocasião, o acadêmico Fernado Cristovão da Academia das Ciências de Lisboa salientou a contribuição do Prof. João Malaca Casteleiro e a necessidade da implantação do Acordo Ortográfico em Portugal.

Também presente na ocasião, o Prof. Evanildo Bechara da Academia Brasileira de Letras anunciou a inclusão do contributo lexical da Galiza na próxima edição do VOLP brasileiro.

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