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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Moçambique e o Acordo Ortográfico



O Governo de Moçambique, no último dia 8 de junho, ratificou o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, seguindo os exemplos do Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal, São Tomé e Príncipe Timor Leste. Esta medida aconteceu no período em que o país assumir a presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, no próximo mês de julho.

Com a aprovação do Acordo Ortográfico pelo Conselho de Ministros do país, o representante da àrea de Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi falou sobre o desafio da implementação. "Falamos a língua portuguesa, mas com algumas características próprias. Temos um grande peso das línguas nacionais. Como é que isso interage com este Acordo Ortográfico? E depois, é a questão de sua ampla divulgação. Está aqui um imenso trabalho a fazer entre a ratificação, e a plena entrada em vigor", disse o chefe da diplomacia moçambicana.

O Protocolo Modificativo foi assinado por todos os países lusófonos, mas apenas ratificado inicialmente por Brasil e Cabo Verde, e, em agosto de 2006, foi ratificado por São Tomé e Príncipe.

Em Portugal, o Acordo Ortográfico foi ratificado pelo parlamento em maio de 2008 e promulgado pelo Presidente da República no mesmo ano. Brasil e Portugal já colocaram o Acordo Ortográfico em vigor, permitindo um prazo de adaptação.

O parlamento do Timor-Leste, país que entrou para a CPLP em 2002, ratificou o Acordo em 2009. Em Guiné-Bissau, a Assembleia Nacional Popular aprovou o documento também em 2009. Angola é o único país da CPLP que ainda não aprovou o Acordo Ortográfico.

Fonte: http://www.unilab.edu.br/noticias/2012/06/11/mocambique-ratifica-acordo-ortografico-da-lingua-portuguesa/

sábado, 16 de junho de 2012

Gramática Normativa da Língua Portuguesa


A Gramática Normativa da Língua Portuguesa, publicada pela primeira vez em 1957 ainda continua tendo peso hoje em dia. Embora o autor tenha falecido em 1991, os traços da obra foram respeitado e mantidos.Totalmente reformulada pela nova ortografia, é um contributo a mais para quem segue a tradição gramatical clássica.

Carlos Henrique da Rocha Lima era Bacharel em Letras Clássicas e Doutor em Letras na Universidade Federal Fluminense.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

A quem interessa o Acordo Ortográfico?



No dia 22 de maio de 2012, o Presidente da República Portuguesa foi entrevistado durante a inauguração da Feira do Livro Dil. Quando questionado sobre o Acordo Ortográfico, ele respondeu:"Todos os meus discursos saem com o acordo ortográfico mas quando escrevo em casa, tenho dificuldade e mantenho aquilo que aprendi na escola. Mas é algo privado, em casa, coisa diferente é a divulgação oficial de todos os documentos da Presidência".

(Cf. http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=49998

Se não dá para usar a nova ortografia em casa, para que ela foi feita?  E a ideia de simplificar não era um dos principais objetivos?

Não tendo chegado a simplificar nada, pelo contrário, nem os especialistas se entendem. Tomara que Portugal tome as rédeas e chame todos para trabalharem em conjunto. O Brasil pode ainda acabar com o Acordo Ortográfico sim.

A Academia Brasileira de Letras não está acima da lei para deixar todos sem resposta quando questionada sobre não haver consultado os especialistas quanto à legalidade do Vocabulário Ortográfico, por não ter contado com a participação de Portugal.

Portugueses e brasileiros têm sérias dúvidas sobre a praticidade do Acordo Ortográfico, enquanto os países africanos ainda não decidiram.  Por que então implantá-lo?

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Estudantes contra o Acordo




A Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico (AEIST), da Universidade Técnica de Lisboa, opõe-se ao Acordo Ortográfico e não quer que os alunos sejam prejudicados. Em comunicado, os estudantes revelam que apresentaram, no final da semana passada, uma moção para a rejeição do Acordo Ortográfico à assembleia-geral de alunos e esta foi aprovada, tornando-se a EAIST "a primeira associação de estudantes do país a rejeitar oficialmente" o Acordo Ortográfico. Assim, a Associação propõe que os alunos não sejam prejudicados pelos professores por recusarem escreve segundo o Acordo Ortográfico. A EAIST não vai adotar o Acordo Ortográfico nos seus documentos oficiais e vai pedir a revogação do Acordo junto dos órgão do governo do Técnico. A Associação vai ainda levar essa posição ao Encontro Nacional de Direções Associativas (ENDA), onde se reúnem todas as associações de estudantes das universidades e politécnicos do país.

Fonte: http://ilcao.cedilha.net/

sábado, 12 de maio de 2012

ABL acusada de fraudar o Acordo Ortográfico



Segundo o Jornal da Imprensa  Online, a ABL teria publicado na 5ª edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) normas que não foram acordadas entre os países membros da CPLP. O Prof. Ernani Pimentel acusa a ABL de "mexer em vários pontos do acordo sem autorização" e diz que o VOLP "desrespeita e altera o texto original".

O tema já foi até objeto de audiência pública no Senado Federal, no último dia 4 de abril, depois destas acusações chegaram ao conhecimento da senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS).

Convocada para se explicar, a ABL não enviou representantes à reunião. O gramático Evanildo Bechara, responsável pela quinta edição do VOLP, foi convidado para participar da discussão, mas não pôde comparecer devido a uma viagem para um congresso internacional.

Agora deve ser criado um grupo de trabalho na Comissão de Educação, Cultura e Desporte do Senado Federal para acompanhar o assunto. A partir de janeiro de 2013 as novas regras da língua portuguesa previstas no Acordo Ortográfico passarão a ser obrigatórias mas de acordo com a senadora Ana Amélia, entretanto, o pedido de anulação do acordo não está descartado.

Fonte: http://asemana.sapo.cv/spip.php?article75916&ak=1

domingo, 6 de maio de 2012

Museu da Língua Portuguesa de São Paulo


Inaugurado em 20 de março de 2006, o Museu da Língua Portuguesa de São Paulo conta com uma equipe de criação e pesquisa composta por trinta profissionais qualificados, dentre eles sociólogos, museólogos, especialistas em língua portuguesa e artistas que trabalham sob a orientação da Fundação Roberto Marinho, instituição conveniada do Governo do Estado de São Paulo responsável pela concepção e implantação do museu.

Seu projeto foi avaliado em R$37.000.000.00 (trinta e sete milhões de reais) que foram usados para financiar a criação, pesquisa e implantação do museu e restauro do Prédio da Estação da Luz. O projeto arquitetônico é de autoria de Pedro Mendes da Rocha e Paulo Mendes da Rocha.

O Museu da Língua Portuguesa, dedicado à valorização e difusão do nosso idioma (patrimônio material) apresenta uma forma expositiva diferenciada das demais instituições museológicas do país e do mundo, usando tecnologia de ponta e recursos interativos para a apresentação de seus conteúdos.

Fonte: http://www.museulinguaportuguesa.org.br/institucional.php

Museu da Língua Portuguesa do Maranhão


Nasce no centro histórico de São Luís, no Maranhão, na esquina da Rua do Giz com a Rua Direita, o segundo Museu da Língua Portuguesa. Orçado em R$ 22 milhões, ele ocupará os 1.800 metros quadrados do antigo Liceu Maranhense - edifício que está sendo restaurado desde o fim do ano passado - e terá um conteúdo muito semelhante ao Museu da Língua Portuguesa de  São Paulo.

"Não se trata de uma filial, mas de duas instituições irmãs", diz Ricardo Piquet, diretor da Fundação Vale, que idealizou e, agora toca o projeto. "Vamos ter em São Luís espaços semelhantes aos de São Paulo, com a antropologia da língua, mas também queremos trazer o viés neurolinguístico do aprendizado".
E o novo museu já tem curador.

Jarbas Mantovanini, que foi o coordenador de conteúdo do Museu da Língua Portuguesa e do Museu de Futebol, em São Paulo, acaba de assumir o posto à frente do museu maranhense:"Lá, haverá muitas experiências individuais e coletivas com estímulo à interatividade", adianta Mantovanini.

"Teremos exposições sobre a trajetória do idioma, tentando responder à pergunta mais antiga sobre como surgiram as diferentes línguas e trataremos de abordar a trajetória artística da nossa língua. Assim como em São Paulo, buscaremos, no Maranhão, a difusão e valorização dela".

A Fundação Vale traz fortes parcerias para a concepção museugrafica do novo espaço. Entre os parceiros estão a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, o Instituto Camões e a Fundação Calouste Gulbenkian, tudo voltado para a promoção e valorização da língua portuguesa.

O Museu da Língua Portuguesa do Maranhão tem inauguração prevista para novembro de 2013, é um dos projetos culturais em andamento para comemorar os 400 anos de São Luís, celebrados no proximo mês de setembro.



Fonte: http://www.nopatio.com.br/cultura/maranhao-tera-museu-da-lingua-portuguesa/

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