sexta-feira, 20 de julho de 2012
Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo
No dia 12 de julho de 2012, a Comissão de Educação, Ciência e Cultura esteve em reunião extraordinária para ouvir pessoa que subscreveram a Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico.
Na audiência presidida pelo deputado Pedro Pimpão, cada um dos subscritores da Iniciativa Legislativa de Cidadãos teve a apresentar a sua perspectiva sobre o impacto extremamente negativo do Acordo Ortográfico de 1990 e sobre a forma como esses mesmos representantes da opinião generalizada da maioria do povo português, continuam a lutar persistentemente até que seja corrigido este erro, e a revogação do referido Acordo Ortográfico.
Foram os subscritores:
Maria do Carmo Vieira:
Licenciada em Filologia Românica e Mestra em Literaturas de Viagens.
Dedica-se ativamente às questões relacionadas com a defesa da Cultura, da Educação, do Ensino Público e da Língua Portuguesa, intervindo regularmente em debates e entrevistas na televisão, nas rádios e nos jornais.
Teolinda Gersão:
Estudou Germanística Romanística e Anglística, nas Universidades de Coimbra, Tübingen e Berlim.
Foi Leitora de Português na Universidade de Berlim,, assistente na faculdade de Letras de Lisboa e depois ensinou Literatura Alemã na Universidade Nova de Lisboa.
Hermínia Castro:
Bióloga, morou em Aveiro e Londres é Tradutora.
Pedro Afonso:
Tem 22 anos e estuda no Instituto Superior Técnico, da Universidade Técnica de Lisboa.
João Ricardo Dias:
Estudante de Engenharia Informática da Universidade do Algarve.
Autor do Firefox contra o Acordo Ortográfico.
João Pedro Graça.
Fonte: http://ilcao.cedilha.net/?p=6527
terça-feira, 17 de julho de 2012
Mais uma sobre o Acordo Ortográfico em Portugal
O professor da Faculdade de Direito de Lisboa, Ivo Miguel Barroso, defende que a Assembleia da República deve aprovar uma norma que desvincule o Estado português do Acordo Ortográfico em vigor. Ivo Miguel Barroso defende essa posição numa fundamentação de queixa contra o Acordo Acordo, que entrega esta semana na Provedoria da Justiça.
"A Assembleia da República deve repor a normalidade violada, operando um autocontrole de validade, fazendo aprovar um ato que, reconhecendo a inconstitucionalidade das normas contidas no Acordo Ortográfico e, também, na Resolução parlamentar nº 35/2008, retire a eficácia a essa, auto-desvinculado o Estado português"lê-se no documento a que a Lusa teve acesso.
Ivo Miguel Barroso argumenta também que os "cidadãos gozem direito de resistência" ao acordo, referindo ao artigo 21 da Constituição Portuguesa, e também "de objeção de consciência e do direito genérico de desobediência à normas constitucionais'.
Numa fundamentação de 275 páginas, o professor da faculdade lisboeta apresenta argumentos pelo "demérito do Acordo Ortográfico pela violação de regras extra-jurídicas da variante do português de Portugal".
Segundo Barroso, o "Acordo Ortográfico não se assenta em nenhum consenso alargado" e "não serve o fim a que se destina - a unificação da língua portuguesa". Afirma ainda o docente de direito que há "múltiplos reparos que podem ser feitos, do ponto de visa das formulações".
No seu entender, " o Acordo Ortográfico é um texto cheio de vulnerabilidade no domínio ortográfico" e "a aplicação do Acordo Ortográfico cria palavras homógrafas, fazendo com que palavras distintas sejam confundidas"
Fonte: http://expresso.sapo.pt/professor-de-direito-diz-que-parlamento-deve-desvincular-portugal-do-acordo-ortografico=f739933
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Coleção Pasquale Explica
Uma coleção que aborda vários aspectos interessantes para uma consulta rápida de um modo bem didático e simples, Coleção Pasquale Explica traz pontos que muitos têm dúvidas. O trabalho do professor apresentador do Programa Nossa Língua Portuguesa, nas referida coleção é apresentado em uma linguagem como se o leitor estivesse conversando com o autor.
1 - Ortografia 2 - Acentuação 3- Pontuação - vírgula e outros sinais 4 -Verbos 5- Análise sintática
6- Emprego de pronomes 7- Concordância 8 - Regência 9 - Crase 10 - Redação 11- Interpretação de textos 12 - Dificuldades da língua portuguesa
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Colaboração entre Cabo Verde e Timor Leste
Um protocolo de cooperação entre Cabo Verde e Timor-Leste vai permitir às universidades cabo-verdianas receberem estudantes timorenses e o envio, para Díli, de docentes de Língua Portuguesa. O documento foi assinado em 16 de junho do corrente ano, pelos ministros da Educação timorense, João Cândido Freitas, e cabo-verdiana, Fernanda Marques, o acordo visa a apoiar o ensino de português ao longo das duas décadas.
O Ministro João Cândido Freitas, avaliou de forma muito positiva o desenvolvimento do ensino cabo-verdiano e disse à Agência Lusa: "Na área da educação, queremos contar, a partir de 2013, com professores cabo-verdianos para o reforço e reintrodução da Língua Portuguesa em Timor-Leste. Já temos Portugal e Brasil e queremos agora Cabo Verde na formação de professores. Temos 12.000 professores e 85% deles não são qualificados no domínio da Língua Portuguesa".
Ainda informou que, em breve, irá a Cabo Verde uma delegação técnica do Instituto de Formação de Professores timorense.
A Ministra de Educação cabo-verdiana, Fernanda Marques, disse ser um privilégio para Cabo Verde apoiar os parceiros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, ao lado de Portugal e Brasil na promoção e na reintrodução da Língua Portuguesa em Timor-Leste.
Fonte: http://iilp.wordpress.com/2012/06/24/cavo-verde-junta-se-ao-brasil-e-portugal-para-ensinar-a-lingua-portuguesa-em-timor/
Moçambique e o Acordo Ortográfico
O Governo de Moçambique, no último dia 8 de junho, ratificou o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, seguindo os exemplos do Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal, São Tomé e Príncipe Timor Leste. Esta medida aconteceu no período em que o país assumir a presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, no próximo mês de julho.
Com a aprovação do Acordo Ortográfico pelo Conselho de Ministros do país, o representante da àrea de Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi falou sobre o desafio da implementação. "Falamos a língua portuguesa, mas com algumas características próprias. Temos um grande peso das línguas nacionais. Como é que isso interage com este Acordo Ortográfico? E depois, é a questão de sua ampla divulgação. Está aqui um imenso trabalho a fazer entre a ratificação, e a plena entrada em vigor", disse o chefe da diplomacia moçambicana.
O Protocolo Modificativo foi assinado por todos os países lusófonos, mas apenas ratificado inicialmente por Brasil e Cabo Verde, e, em agosto de 2006, foi ratificado por São Tomé e Príncipe.
Em Portugal, o Acordo Ortográfico foi ratificado pelo parlamento em maio de 2008 e promulgado pelo Presidente da República no mesmo ano. Brasil e Portugal já colocaram o Acordo Ortográfico em vigor, permitindo um prazo de adaptação.
O parlamento do Timor-Leste, país que entrou para a CPLP em 2002, ratificou o Acordo em 2009. Em Guiné-Bissau, a Assembleia Nacional Popular aprovou o documento também em 2009. Angola é o único país da CPLP que ainda não aprovou o Acordo Ortográfico.
Fonte: http://www.unilab.edu.br/noticias/2012/06/11/mocambique-ratifica-acordo-ortografico-da-lingua-portuguesa/
sábado, 16 de junho de 2012
Gramática Normativa da Língua Portuguesa
A Gramática Normativa da Língua Portuguesa, publicada pela primeira vez em 1957 ainda continua tendo peso hoje em dia. Embora o autor tenha falecido em 1991, os traços da obra foram respeitado e mantidos.Totalmente reformulada pela nova ortografia, é um contributo a mais para quem segue a tradição gramatical clássica.
Carlos Henrique da Rocha Lima era Bacharel em Letras Clássicas e Doutor em Letras na Universidade Federal Fluminense.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
A quem interessa o Acordo Ortográfico?
No dia 22 de maio de 2012, o Presidente da República Portuguesa foi entrevistado durante a inauguração da Feira do Livro Dil. Quando questionado sobre o Acordo Ortográfico, ele respondeu:"Todos os meus discursos saem com o acordo ortográfico mas quando escrevo em casa, tenho dificuldade e mantenho aquilo que aprendi na escola. Mas é algo privado, em casa, coisa diferente é a divulgação oficial de todos os documentos da Presidência".
(Cf. http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=49998
Se não dá para usar a nova ortografia em casa, para que ela foi feita? E a ideia de simplificar não era um dos principais objetivos?
Não tendo chegado a simplificar nada, pelo contrário, nem os especialistas se entendem. Tomara que Portugal tome as rédeas e chame todos para trabalharem em conjunto. O Brasil pode ainda acabar com o Acordo Ortográfico sim.
A Academia Brasileira de Letras não está acima da lei para deixar todos sem resposta quando questionada sobre não haver consultado os especialistas quanto à legalidade do Vocabulário Ortográfico, por não ter contado com a participação de Portugal.
Portugueses e brasileiros têm sérias dúvidas sobre a praticidade do Acordo Ortográfico, enquanto os países africanos ainda não decidiram. Por que então implantá-lo?
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