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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Carta Pedindo a Revogação do Acordo Ortográfico


Depois que o Governo brasileiro ter adiado por três anos a obrigatoriedade de aplicação do Acordo Ortográfico para 1 de janeiro de 2016, um grupo de cidadãos portugueses enviou uma carta aberta ao ministro da Educação e Ciência com "um estudo comparativo das incongruências ortográficas existentes entre o texto do Acordo Ortográfico de 1990 e vários vocabulários ortográficos e dicionários".

O linguista Rui Miguel Duarte, autor do estudo, comparou os vocabulários da Academia Brasileira de Letras, coordenado por Evanildo Bechara; o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Porto editora, coordenado por João Macala Casteleiro; o Vocabulário Ortográfico Português, do Instituto de Linguística Teórica e Computacional; os dicionários da Língua Portuguesa da Porto Editora - com o Acordo Ortográfico, da Língua Portuguesa Online da Priberan e também do conversor ortográfico Lince, desenvolvido pelo ILTEC.

A conclusão deste cruzamento de informação é descrita como "caos ortográfico", pois "estes vocabulários apresentam discrepâncias na grafia dos mesmos vocábulos, em questões em que o AO90 era incongruente, incorreto ou omisso, resolvidas de formas divergentes, o que configura uma verdadeira certidão de óbito do AO90".

Rui Miguel Duarte é Doutor em Literatura e investigador Pós-doutorando do Centro de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras de Lisboa.

Fonte: http://www.publico.pt/cultura/noticia/carta-aberta-a-nuno-crato-pede-para-revogar-acordo-ortografico-1580172

A ABL não leva a Língua Portuguesa para a ONU


O adiamento para 2016 da definitiva entrada em vigor do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa frustrou o projeto da Academia Brasileira de Letras (ABL) de desenvolver um amplo movimento para que o idioma passasse a ser adotado como língua de trabalho oficial das Organizações das Nações Unidas (ONU). A Diretoria da ABL, em sua primeira reunião deste ano, divulgou hoje, quarta-feira, dia 23 de janeiro, nota lamentando a decisão e afirmando que, nos primeiros dias de 2013, tão logo a obrigatoriedade da  unificação ortográfica passasse a vigorar plenamente, levaria essa demanda a todos os organismo internacionais.

Ainda segundo a nota, não haveria mais desculpas para que os fóruns oficiais de política exterior continuassem a passar ao largo de um idioma de mais de 260  milhões de falantes, a pretexto das discrepâncias da grafia entre os países que compõem seu universo. "Consequência lógica da simplificação da escrita consagrada no Acordo seria o reconhecimento da crescente importância da lusofonia no cenário internacional e o coroamento natural de um longo processo, amadurecimento sem querer açodamento", afirma o documento. E prossegue:"Houve bastante tempo e oportunidade para que os descordantes se manifestassem. É uma pena que tenham deixado para forçar um adiamento unilateral nas últimas horas do prazo".

Fonte: http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=14431&sid=960

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A Nova Ortografia a seu alcnce


Ainda que a entrada em vigor do Acordo Ortográfico tenha ficado para o dia 1º de janeiro de 2016,  por isso é interessante que as pessoas já comecem a estudar o que mudou. Os livros didáticos já trazem a nova ortografia, as gramáticas já trazem as explicações das regras.

Além dos livros didáticos, há blogs e sites explicando as novas regras, há cursos online e só não se atualiza quem não quer.

Mas a antiga está valendo até 31 de dezembro de 2015.



terça-feira, 1 de janeiro de 2013

A Nova Ortografia deve ser corrigida



Hoje (01/01/2-013) deveria entrar em vigor apenas a nova ortografia, mas com o Decreto nº 7.875, de 27 de dezembro de 2012, a data da entrada definitiva ficou para 1º de janeiro de 2016. Entretanto, o que estão divulgando em vários sites e blogs é que será um prazo maior de adaptação. Quando houve a proposta de adiamento, houve também a proposta de uma revisão. Caso isto não ocorra,  seria melhor ficar com a Ortografia de 1971. Para aquela Reforma houve a participação da Academia Brasileira de Filologia, da Academia Brasileira de Letras, da Academia das Ciências de Lisboa, do Conselho Federal de Educação, do Conselho Federal de Cultura e de uma Assessoria Parlamentar de filólogos renomados para aquele momento. Trabalhara durante 4 anos na elaboração da Reforma Ortográfica.

Agora que se trata de um Acordo Ortográfico adotado entre 8 países, no Brasil, apenas a Academia Brasileira de Letras elaborou o VOLP e tomou parte no processo do Acordo. Evanildo Bechara e Domício Proença, ambos da Academia Brasileira de Letras, são também membros da Academia Brasileira de Filologia.

Bechara é Bacharel e Licenciado em Letras Neolatinas, com Aperfeiçoamento em Filologia Românica, e Doutor em Língua Portuguesa, ao passo que Domício Proença Filho é Bacharel  e Licenciado em Letras Neolatinas, com Especialização em Língua e Literatura Espanhola e Doutor em Literatura Brasileira.

Os outros membros da Academia Brasileira de Letras não têm como participar de um trabalho como o da elaboração do VOLP. Quanto aos membros da Academia Brasileira de Filologia, tanto Bechara quanto Domício Proença só são membros porque todos os membros são especialistas na área.

Se não for levado em conta o preparo dos especialistas,é melhor rasgar o Acordo por ser confuso e inválido.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Dilma Prorroga o Acordo Ortográfico para 2016



Finalmente saiu o decreto presidencial que prorroga para 2016 a obrigatoriedade do Acordo ortográfico no Brasil. Segundo o Decreto nº 6.583 de 29 de setembro de 2008, assinado pelo então Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa estaria em fase transitória a partir de 1º de janeiro de 2009 até 31 de dezembro de 2012.  Depois que a Comissão de Educação do Senado Federal teve explicações do Prof Ernani Pimentel, idealizador do Movimento Acordar Melhor e o Prof. Pasquale Cipro Neto, conhecido por apresentar Nossa Língua Portuguesa, na TV Cultura apresentaram as incoerências do texto oficial do Acordo Ortográfico, a senadora Ana Amélia (PP-RS) e o senador Cyro Miranda (PSDB-GO), levaram a questão para a Casa Civil e esta por sua vez encarregou o Ministério das Relações Exteriores de preparar um decreto presidencial para alterar a data de vigência do Acordo Ortográfico.

Finalmente, a Presidente Dilma Rousseff assinou o Decreto nº 7.875, de 27 de dezembro de 2012 alterando  a data para 31 de dezembro de 2015.

O texto que se encontra no Diário Oficial da União traz o seguinte:


DECRETO Nº. 7.875, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2012

A Presidente da República, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso IV, da Constituição, altera o Decreto nº. 6.583, de 29 de setembro de 2008, que promulga o Acordo Ortográfico da Língua 

Portuguesa, passa a vigorar com as seguintes alterações:

A implementação do Acordo obedecerá ao período de transição de 1º de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2015, durante o qual coexistirão a norma ortográfica atualmente em vigor e a nova norma estabelecida.

Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.



Fonte: http://www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=9&data=28/12/2012

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Linguista Critica Texto do VOLP


A quinta edição do VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa) lançado em 2009 pela ABL (Academia Brasileira de Letras) para atender ao Novo Acordo Ortográfico, não teve o amadurecimento necessário para ser publicado, segundo a professora Maria Helena de Moura Neves da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp (Universidade Estadual Paulista).

A linguista explica que a lista elaborada pela ABL, que deveria conter as principais mudanças nas palavras da ortografia brasileira, não cumpre completamente o seu objetivo. De acordo com ela, palavras muito usadas e que geram incertezas sobre o emprego do hífen, como macrorregião, não estão presentes no VOLP.

"Nós não estamos com 100% de suporte para resolver a ortografia de todas as palavras da língua portuguesa", diz Maria Helena. Segundo ela, o que se tem feito para definir a forma como macrorregião, por exemplo, é escrita, é analogia com outras palavras de formação similar, como mesorregião.

O gramático Evanildo Bechara, membro da ABL, explica que as palavras com a mesma estrutura morfofonética devem, de fato, ser usadas por analogia. Para o caso de macrorregião, explicou Bechara, serviriam macrorranfo, macrorranfoso, macrorrino e macrorrizo. "Nenhum dicionário de língua alguma contém todas as palavras existentes nesse idioma", defendeu.

Bechara não concorda que falte amadurecimento do VOLP. "O amadurecimento esta mais do que comprovado pelas cinco edições anteriores do VOLP, com o início em 1982. Tendo em vista que são poucas as alterações gráficas trazidas pelo Acordo de 1990, foi suficiente o prazo de 1990 a 2009", disse.

Segundo Maria Helena, porém, exitem outas dificuldades quanto ao uso do hífen. "O Acordo diz que se a segunda palavra começar por h, vai haver hífen. Mas o Acordo diz em outro lugar que, às vezes, quando a segunda palavra começa por h na hora de juntar com outra, ela o perde. Então, você fica em dúvida, perde o h ou não o perde? Essas coisas precisam ser resolvidas por especialistas", defende.

Para Maria Helena, porém, as bases do Acordo Ortográfico, aprovadas em 1990, deveriam  ter sido mais bem estudadas durante o tempo que levou para entrar em vigor."Quando saiu, o texto não tinha passado pela reflexão, pelo exame, pelo cuidado que poderia ter sido dado a ele durante o tempo em que ficou no limbo, parado", disse. "houve um defeito de condução política e governamental", acrescentou.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/noticias/2012/12/21/linguista-critica-texto-do-vocabulario-ortografico-da-lingua-portuguesa.htm

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Acordo Ortográfico valerá a partir de 2016


A obrigatoriedade do uso do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa valerá a partir de 2016, conforme informou o Itamaraty. As novas regras que alteram a grafia em 0,5% das palavras em português deveriam ser implantadas em 1º de janeiro de 2013, no entanto, uma minuta de decreto foi enviada à Casa Civil, e agora aguarda a assinatura da presidente Dilma Rousseff.

Com o adiamento, continuará sendo opcional usar, por exemplo, o trema, os acentos agudos nos ditongos abertos em palavras como idéia. Mesmo que jornais, livros didáticos e documentos oficiais já tenham adotado o Acordo Ortográfico, novas alterações deverão ocorrer até 2016.

O senador Cyro Miranda (PSDB-GO) defendeu o adiamento e disse:"Há muita insatisfação. Ganhamos tempo para refletir, discutir e reduzir o número de regaras irracionais". Ele defende a prorrogação de audiências públicas para com professores e embaixadores dos países de língua portuguesa no Senado. De acordo com o Itamaraty, a decisão é diplomática, já que o governo quer sincronizar as mudanças com Portugal. Assim como o Brasil, Portugal aderiu às mudanças em 2008, mas não definiu um período de transição.

O representante brasileiro na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Pedro Motta, falou a respeito do novo Acordo:"É muito difícil querer que o português jeja língua oficial nas Nações Unidas se vão perguntar:"Qual português que vocês querem?".

Fonte: http://www.jornalopcao.com.br/posts/ultimas-noticias/novo-acordo-ortografico-podera-ser-obrigatorio-apenas-em-2016

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