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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Por que revisar o Acordo Ortográfico


Aqueles que defendem o Acordo Ortográfico argumentam que "a lei dá à Academia Brasileira de Letras o encargo de guardiã do vernáculo", isto é um equívoco.

Se tratamos da elaboração e da implantação do Acordo Ortográfico, percebemos que o papel da Academia Brasileira de Letras é o de propor (exatamente o que ela não fez), assessorar e argumentar, mas não decidir. Ela tem um papel técnico apenas. Ora, no artigo 2 do Decreto n. 6.583, de 29 de setembro de 2008, que promulga o protocolo do Acordo Ortográfico, lemos:"São sujeitos à aprovação do Congresso Nacional quaisquer atos que possam resultar em revisão do referido Protocolo".  É ao Congresso que cabe o papel de decidir sobre assuntos de interesse à nação.

Quando atribuem o papel de guardiã à Academia Brasileira de Letras, muitos sem o saber, se apoiam na lei 5.765/71, a qual deu um prazo de dois anos para que fosse elaborado o Vocabulário Ortográfico, por ser a ABL de competência técnica.

Como esse Acordo Ortográfico de 1990 foi elaborado por apenas dois homens (um da Academia Brasileira de Letras e outro da Academia Brasileira de Lisboa), o que mostra a insuficiência para discutir e opinar, e muito mais para decidir. Assim, duas audiências públicas promovidas sobre o tema na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, realizadas em 2009 e 2012 - sendo  a ABL convidada e não se fazendo presente, o que resultou na prorrogação no período de transição até 31 de dezembro de 2015,  tempo suficiente para que haja uma revisão. Assim, a Academia de Letras de Brasília empossou o Prof. Ernani Pimentel como Presidente do Centro de Estudos Linguísticos da Língua Portuguesa (CELLP), da Academia de Letras de Brasília, e com isto, a proposta de simplificação feita ao Senado Federal, para a criação de um Grupo de Trabalho passou a ter mais força.

Ernani Pimentel, há mais de 50 aos  é professor de Língua Portuguesa, Teoria Literária e Análise de Textos. Autor de "Gramática pela Prática", "Interlecção e Interpretação de Textos", "Análise Sintática Visual", "Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa", "Nova Ortografia Simplificada", "Provas Comentadas de Língua Portuguesa" (em três volumes) pela Editora Vestcon.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Simpósio Internacional Linguístico-Ortográfico




A Academia de Letras de Brasília realizará SIMPÓSIO INTERNACIONAL LINGUÍSTICO- ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA, reunindo, em Brasília, representantes das nações que compõem a Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP), Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, em 10 de setembro de 2014 - Dia Mundial das Línguas.O evento tem por finalidade debater e sugerir às autoridades governamentais dos países envolvidos estudos no que concerne à linguística e à ortografia, a fim de proporcionar colaboração democrática na consecução do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, ora sub examine no Brasil, até 31 de dezembro de 2015, conforme o Decreto n. 7.875 de 12 de dezembro de 2012.


A Academia de Letras de Brasília convidou todas as suas congêneres dos estados brasileiros, bem como as municipais, a integrarem este evento magno, para que possam, de forma transparente e democrática, oferecer seus entendimentos, sua críticas e sugestões dos países envolvidos.


Verdadeiro cadinho a céu aberto, onde os povos possam amalgamar estas matérias, de forma livre, sem amarras institucionais, ofertando aseus governos subsídios fundamentais.

O Simpósio Internacional Linguístico-Ortográfico da Língua Portuguesa deverá constituir-se num marco referencial na Capital da Esperança.

                                    Sejam todos bem-vindos!

                                          José Carlos Gentili

                                   Academia de Letras de Brasília

Fonte: http://www.albdf.com/


segunda-feira, 12 de maio de 2014

Novíssima Gramática da Língua Portuguesa


Publicada pela primeira vez em 1964, a Novíssima Gramática da Língua Portuguesa sempre foi consultada por quem pretende fazer um vestibular ou mesmo um  concurso público.

De um modo bem tradicional, o autor sempre buscou ser claro em suas explicações,sendo referência nacional. Percebe-se na formulação do livro a sua formação. Conhecedor do latim, grego, francês e italiano, deus à sua gramática uma base maior na estilística.

O autor

Domingos Paschoal Cegalla (1920-2013)

Formado em Letras Clássicas pela Universidade Federal do Paraná

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Sergio de Carvalho Pachá



Sergio Pachá foi durante anos Lexicógrafo-Chefe da Academia Brasileira de Letras.

Demitido da entidade após discordar da aprovação do Acordo Ortográfico, concedeu uma entrevista a Sidney Silveira, no dia 21 de abril de 2014 explicando sobre os bastidores do Acordo, e quem teve a ideia de tirar da gaveta esse projeto, o qual não passou pelas mãos dos especialistas.

Na entrevista, ele fala que o responsável por isso foi o jornalista Antônio Carlos Athayde, o qual apresentou o projeto para o então presidente Marcos Vilaça, ou seja, não se tratava de um gramático, lexicógrafo ou linguista.
Veja em http://ilcao.cedilha.net/

Bacharel em Literatura Portuguesa pela PUC-RJ
Licenciado em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira pela PUC-RJ
Licenciado em Língua Latina e Literatura Ltina pela PUC-RJ
Mestre em Língua Portuguesa pela UFF
Doutor em Língua e Literatura Hispânica pela Universidade da Califórnia, Santa Bárbara

Gramático, lexicógrafo e tradutor.Atualmente é Prof. do Instituto Angelico

terça-feira, 29 de abril de 2014

A Proposta de Francisco Dequi




Devido ao que vem ocorrendo entre linguistas e gramáticos, o Prof . Francisco Dequi traz uma nova proposta no ensino da gramática.

Seu trabalho vem sendo desenvolvido desde 1975 (o mesmo ano em que o Acordo Ortográfico foi pensado), e agora vem conquistando espaço graças à internet.

Deixando de lado o confronto entre os linguistas que de um lado deixam a gramática fora dos debates e por outros lado, os gramáticos que, defendem o ensino da gramática, o Prof. Francisco Dequi criou o  estudo pela Sintagramática, mostrando que os estudos gramaticais se pautam pelos binômios determinante e determinado/ nome e verbo.

Com isso, ele criou o Instituto Pró-universidade Canoense, que hoje oferta  Licenciatura em Letras, cujo eixo norteado  de sua proposta pedagógica está direcionado por estudos literários e linguísticos adotando a neopedagogia da gramática.

O IPUC oferece também uma Pós-graduação em Neopedagogia da Gramática. Lembrando que  na Pós-graduação é possível cursar a distância.

Francisco Dequi

Graduado em Letras Habilitação em Português e Francês pela UNISINOS (1964-1968).
Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela PUCRS (1991-1995).

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Gramática Pedagógica do Português Brasileiro


O livro tem como objetivo contribuir com a formação docente para que os professores conheçam mais profundamente e com melhores bases teóricas o seu objeto de trabalho: o português brasileiro. A obra busca não separar a descrição hitórica da descrição atual da língua (diacronia da sincronia), faz uma abordagem dos fenômenos linguísticos em que passado e presente se fundem na busca pelas explicações dos fatos linguísticos.

Autor:

Marcos Bagno

Doutor em Filologia e Língua Portuguesa - USP (1996-2000)
Mestre em Letras  Linguística- UFPE (1992-1995)
Graduação em Lingua Portuguesa - UFPE (1981-1983)

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Monteiro Lobato: Livro a Livro


A professora Marisa Lajolo e o professor João Luis Ceccantini são organizadores de Monteiro Lobato: Livro a Livro, da Unesp.

Sobre Marisa Lajolo

Graduada em Letras pela USP (1962-1967);
Especialista em Teoria Literária e Literatura Comparada pela USP (1968-1969);
Mestra em Teoria Literária e Literatura Comparada na USP (1972-1975);
Doutora em Teoria Literária e Literatura Comparada na USP (1976-1980).
Professora da Universidade Estadual de Campinas e da Universidade Mackenzie.

Sobre João Luis Ceccantini

Graduado em Letras pela UNESP (1984-1987);
Mestre em Letras pela UNESP (1989-1993);
Doutor em Letras pela UNESP (1995-2000).
Professor da Faculdade de Ciências e Letras da Universidade de Campinas., em Assis.

O grupo de 15 pesquisadores trabalhou no projeto fazendo a análise de um livro, e juntos produziram o que acabou sendo publicado como Monteiro Lobato: Livro a Livro.

Todos esses pesquisadores são mestres em literatura, o que ajuda ao leitor quando ao conhecimento na obra de Monteiro Lobato.

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