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sexta-feira, 4 de março de 2011

Marco Lucchesi na Academia Brasileira de Letras


O professor, ensaísta e poeta carioca Marco Lucchesi, 47 anos, foi eleito ontem para assumir a cadeira nº 15, que pertencia a ao padre Fernando bastos de Ávila, que morreu em novembro do ano de 2010.

Lucchesi passa a ser assim o mais jovem integrante da ABL. A cadeira nº 15 tem como patrono o poeta e teatrólogo Gonçalves Dias e seu primeiro ocupante foi Olavo Bilac.

O novo imortal é professor da UFRJ e do Colégio do Brasil. Ele é formado em História pela UFF, Doutor em Ciência da Literatura pela UFRJ e Pós-doutor em filosofia da Renascença na Universidade de Colônia, Alemanha.

Fonte:Jornal do Comercio, Caderno 1, p. 2 4 de março de 2011

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Morte do Acadêmico Moacyr Scliar


Nascido em 23 de março de 1937 no bairro do Bom Fim, que até hoje reúne a comunidade judaica de Porto Alegre, e alfabetizado pela mãe, Sara, que era professora primária, Scliar chegou a publicar o romance O Centauro no Jardin incluído numa lista com os cem melhores livros relacionados à história dos judeus e dos últimos séculos, elaborada pelo National Yddish Book Center. Também se tornou um grande porta-voz do País sobre temas relativos ao judaísmo, mantendo laços de amizade com alguns dos maiores autores israelenses no mundo contemporâneo, como David Gross,an, A.B. Yehosua e Amos Oz.

Casado desde 1965 com Judith Vivien Oliven e pai de Roberto, nascido em 1979, Scliar também dedicou atenção especial às obras infanto juvenis. Costumava dizer que escrevendo para os jovens reencontrava o jovem leitor que havia sido. Boa parte de sua produção dessa área foi considerada "altamente" recomendável" pela Fundação Biblioteca Nacional.

Além de produzir textos para vários jornais e revistas, o autor teve trabalhos adaptados para o cinema. Caso do romance O Sonho no Caroço do Abacate, adaptado em 1998 por Luca Amberg, sob o título Caminho dos Sonhos.


O Acadêmico estava internado desde o dia 17 de janeiro no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital das Clínicas de Porto Alegre e vaio a falecer na madrugada de ontem.

Seu primeiro livro Histórias de um Médico em Formação foi publicado em 1962, mesmo ano em que concluiu a faculdade de medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Em setembro do ano passado saiu seu livro mais recente: Eu Vos Abençoo.

A Academia Brasileira de letras(ABL) decretou luto oficial de três dias por causa da morte do escritor.

Scliar ocupava a cadeira de nº 31 da Academia Brasileira de Letras desde 2003.

Fonte: Jornal do Comercio, Caderno C, p. 1, 28/02/2011

sábado, 29 de janeiro de 2011

Entrevista com o linguista Luiz Carlos Cagliari


Para o linguista Luiz Carlos Cagliari,da Unesp, o Acordo Ortográfico não tem base científica. Veja um trecho da entrevista.

Agência FAPESP: Há bases científicas para as modificações contempladas pelo Acordo?

Luiz Carlos Cagliari: As reformas ortográficas têm sido feitas sem o conhecimento científico do que vem a ser a ortografia. Desse erro original deriva uma série de equívocos. Mas a questão fundamental não é se as mudanças serão feitas em determinadas regras. O fundamental é saber se há necessidade de mudança. Os argumentos dados para justificar uma reforma como essa são, em geral, falhos.

Agência FAPESP: Poderia dar exemplos desses argumentos?

Luiz Carlos Cagliari: Um deles é "facilitar o uso da língua". Mudar a ortografia não facilita a vida de ninguém, porque a ortografia não representa a fala de ninguém. É simplesmente uma representação gráfica que permite a leitura.

Agência FAPESP: A unificação não facilitaria a comunicação diplomática entre os países?

Luiz Carlos Cagliari: Unificar a ortografia é um equívoco. Apesar de seguir regras de uso, tiradas de uma tradição, a ortografia, como a linguagem em geral, sofre transformações no tempo e no espaço. A história da ortografia mostra que a escrita se transforma continuamente.

Fonte: http://www.agencia.fapesp.br/materiaq7667/entevistas/ruidos-ling-isticos-com-trema-por-enquanto-,htm

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A Formação do Lexico Português


A língua portuguesa é essencialmente latina, uma vez que sua estrutura morfológica e sintática é, com pequenas variações, a mesma do latim vulgar. Outras línguas, além do latim, exerceram influência sobre o português; porém, tais influências foram mais profundas na parte do vocabulário. Muitas há, com efeito, que são originárias do grego, do espanhol, do francês e de muitas outras.

No século V, desencadeiam-se sobre o Império Romano, os bárbaros, vindos do nordeste europeu. Desse modo, toda a aparente unidade linguística de tão vasto território se fragmentou, sob a atuação de várias causas: com o esfacelamento do poder, do exército e, por conseguinte, do vasto domínio romano, tornaram-se independentes as províncias; as escolas fechadas, pois era opinião dos bárbaros que a instrução prejudicava o homem; o que havia de latim foi recolhido aos mosteiros, e seu estudo proibido. Como consequência desses fatos, surgiram na Hispânia(Espanha) vários dialetos: o leonês(de Leão), o aragonês(de Aragão) e o castelhano(de Castela). Todos estes dialetos predominaram em suas regiões, até que o castelhano, graças à sua supremacia política, passou a ser a língua oficial.

O mesmo sucedeu à Lusitânia, até que o português se sagrou como língua de nacionalidade portuguesa.
Da dominação germânica, há vestígio em mais de duzentas palavras, que ficaram incorporadas ao nosso vocabulário. São, sobretudo, termos de guerra.
Três séculos aós a invasão bárbara, a Península Ibérica é novamente abalada, agora pela invasão árabe.
A língua árabe é semita e pouca influência exerceu sobre toda a península, tendo o castelhano recebido e conservado maior número de palavras árabes do que a língua portuguesa.
No século IX, deu-se a fundação da monarquia portuguesa, vindo o português a tornar-se a verdadeira língua de nacionalidade portuguesa.
No século XVI, ocorre o descobrimento do Brasil e a língua portuguesa entra em nossa Pátria, onde encontra o elemento indígena e depois o africano.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Conversor do acordo ortográfico questionado


O conversor informático Lince e o Vocabulário Ortográfico do Português do Instituto de Linguística Teórica e Computacional(ILTEC) elaborados com base no novo Acordo Ortográfico, que o Governo português decidiu adotar e que o presidente do Parlamento propôs que também seja usado na AR, estão sendo contestados pela concorrência. O Lince e outros três conversores existentes no mercado já foram analisados pela Universidade do Minho e o escolhido como "oficial" foi considerado o pior dos quatro. O conversor Lince é gratuito, pode ser consultado na página do ILTEC.

O Vocabulário está disponível no Portal da Língua Portuguesa e permite pesquisas de palavras e expressões. "Não está determinado em lado algum do Acordo que os governos têm que decidir qual a ferramenta informática de conversão que deve ser adotada - é como impor qual o programa de texto ou de faturação que um país deve usar", critica Carlos Amaral, administrador do Priberam, empresa que tem também ferramentas informáticas do mesmo gênero. Carlos Amaral questiona ainda o tipo de avaliação que foi feita, quem a fez("que professores, linguistas e acadêmicos participaram)") e o resultado para se escolher o conversor e o vocabulário. Sobretudo porque o conversor faz substituições com erros e no vocabulário encontram-se palavras mal escritas, como é o caso de "benfeito", "para-quedas", "água-ardente", enumera. Continua apontando outros pontos:"sendo considerado de referência, este Vocabulário deveria está impresso, mas está apenas disponível na Internet, como portal de pesquisas", e acrescenta:"Percebo que um governo não queira deixar nas mãos de uma entidade privada a tarefa de definir o vocabulário de um país, mas é preciso assegurar a qualidade e não apenas ao preço". Contesta ainda a duplicação de esforços e despesa por parte do Estado, lembrando que a Academia das Ciências de Lisboa, que é quem tem competência para elaborar um vocabulário ortográfico, já o está fazendo.

Fonte:http://www.lusofonias.net/acordoortografico/acordo2010-2.pdf

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Historia do Acordo Ortográfico

-1907: Foi cogitado a Academia Brasileira de Letras adotar, em suas publicações oficiais, um sistema de grafia simplificado. Mas, nesse, havia lacunas e falhas as quais tiveram de ser revistas.
-1911: Reforma ortográfica do Governo Português.
-1912: Foi publicada a regulamentação definitiva dessa reforma revista de 1911.
-1915: A Academia Brasileira de Letras aprovou a proposta de Silva Ramos no sentido de harmonizar a reforma de 1907 com a de 1911.
-1919: todo o plano reformista simplificado foi revogado para ser mais bem estudado e essa ação gerou muitos protestos acadêmicos.
-1929: A Academia Brasileira de Letras lançou um novo sistema gráfico, no qual havia algumas regras racionais e outras que demonstravam desrespeito à tradição e à etimologia. Esse sistema não foi aceito por muitos jornalistas e liberais.
-1931: Foi celebrado o Acordo entre a Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa. Esse foi considerado oficial em todo território brasileiro, e questionamentos em relação à acentuação dos vocábulos tiveram de ser feitos no Decreto-lei n. 292 de 23/2/1938.
-1943: O Formulário Ortográfico de 1943, aprovado em 12 de agosto de 1943pela Academia Brasileira de Letras para a organização do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa do mesmo ano.
-1945: O acordo Ortográfico de 1945 é uma convenção ortográfica assinada em Lisboa, em 6 de outubro daquele ano entre a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras. O Decreto nº 35.228/45 de 8 de dezembro, fixou a data de 1º de janeiro de 1946 para vigorar nos países de língua portuguesa, com exceção do Brasil.
-1971: Aprovado pelo Congresso Nacional Brasileiro um projeto de lei o qual introduzia alterações no capítulo de acentuação gráfica, segundo parecer da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa, artigo III da Convenção Ortográfica de 29/12/1943. Foi sancionado a Lei 5.675, aproximando as grafias de palavras entre Brasil e Portugal, tal como a abolição do tema dos hiatos em saüdade = saudade/vaïdade/vaidade, bem como o acento circunflexo diferencial nas letras "e" e "o" das sílabas tônicas das palavras homógrafas como almôço=almoço, gôsto=gosto.
-1986: Houve uma nova tentativa de um novo acordo ortográfico mas Portugal rejeitou o texto que precisou ser revisto.
-1990: Foi assinado um acordo(nova versão da tentativa do acordo de 1986) para unificar e simplificar a ortografia dos países lusófonos, aqueles que têm o português como língua oficial(Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe). Em 2004, Tomor Leste também assinou.
-2009: Assinado no dia 29/9/2008 o Decreto- lei n. 6.583, pelo presidente do Brasil, o Acordo Ortográfico passa a vigorar em 1 de janeiro de 2009, num período de transição que termina em 31 de dezembro de 2012. Até lá, valem as duas grafias.

Fonte: http://www2.unitins.br/BibliotecaMidia/Files/Documento/AVA_

sábado, 11 de dezembro de 2010

Prof. Pasquale explica regras do Acordo Ortográfico


Muito solicitado desde foi assinado o Decreto que determina a entrada em vigor do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, o Prof. Pasquale Cipro Neto tem explicado sobre o que mudou e chamou a atenção dos acentos que cairam mas que não houve criação de novas palavras.

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