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terça-feira, 24 de março de 2015

OAB pede mudanças no Acordo Ortográfico.



Escreve-se Lava-jato ou lava jato? Hora extra ou hora-extra? O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa passa a ser obrigatório no ano que vem, mas a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ainda deixa dúvidas na grafia de certas palavras como essas, que ainda não constam nos dicionários da língua portuguesa. Para buscar maior clareza, a OAB decidiu conversar com representantes do governo e da Academia Brasileira de Letras (ABL) para propor mudanças nas regras do acordo.

A reunião hoje (16/03/2015) foi no Itamaraty e amanhã (17/032015) haverá discussão com membros da ABL. A intenção é que, até setembro, sejam consolidadas mudanças para eliminar brechas na grafia de determinadas palavras. "O acordo ainda não está claro. Queremos fazer algo mais lógico. A língua não é feita para intelectuais. O povo tem que saber grafar. Perde-se muito tempo sendo alfabetizado", diz o especialista em língua portuguesa e representante da OAB para Assuntos sobre Nova Ortografia, Carlos André Nunes

No Itamaraty, Nunes reuniu-se com o secretário Jorge Tavares, do Departamento do Itamaraty para Promoção da Língua Portuguesa. A OAB pediu uma cadeira na comissão nacional que acompanha o Tratado Internacional do Acordo Ortográfico. Para tanto ,deve se reunir ainda com representantes do Ministério da Educação e novamente com o pessoal do Itamaraty. Uma reunião com a comissão deverá ser marcada, "o mais breve possível", para a discussão técnica de possíveis mudanças.

Uma das questões principais em debate é o uso do hífen. A tão escrita Lava jato, que dá nome à operação da Polícia Federal que investiga desvio de recursos na Petrobras, entra no rol das palavras duvidosas. "A imprensa grafa de todas as maneiras, com e sem hífen. O acordo não está claro. Quando duas palavras se juntam e dão origem a outra palavra, tem hífen. Mas segundo a academia, quando se perde a noção de composição e não se  sabe a origem da palavra, como é o caso, não se usa hífen", explica Nunes.

Há dúvidas também em palavras usadas no meio jurídico, como hora extra, que pode ser usada com hífen, caso se entenda que é um termo único, ou sem ele, quando se entende o termo como uma hora extraordinária. No último caso, extra é característica da hora.

Outras dúvidas surgem no uso das letras maiúsculas ou minúsculas, como no caso de país. A OAB vai sugerir que a palavra seja grafada com letra maiúscula quando se referir a um termo já citado. Por exemplo, se um texto mencionar Brasil e logo em seguida país, escreve-se País. A OAB também não está satisfeita com a eliminação do trema, que segundo a entidade, é fundamental para definir a pronúncia de determinadas palavras.

Segundo Nunes, a questão passa a ser competência da OAB na medida em que consta na Constituição Federal , devendo, então, ser protegida pela entidade.

O acordo que visa a padronização das regras ortográficas foi assinado em 1990 com outros países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). No Brasil, o acordo foi ratificado em setembro de 2008 e as novas regras já estão em uso, embora em caráter não obrigatório, desde 1 de janeiro de 2009. Caso as sugestões sejam aceitas, serão levadas aos demais países que integram o acordo: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissal, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe.

A OAB solicitou audiência também com o Senado e Casa Civil da Presidência da República, e espera que haja posicionamento de ambos quanto ao agendamento até o final da semana.

Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2015-03/oab-pede-mudancas-no-acordo-ortografico-da-lingua-portuguesa

sábado, 14 de março de 2015

O Acordo Ortográfico vai ter que ser cobrado politicamente


É bom que se saiba quem, na classe política, foi a favor do Acordo Ortográfico que desfigurou a língua portuguesa, porque o povo português terá direito a um ajuste de contas com a História. 

Desde logo e em primeiro lugar, todos os ministros da Educação desde 1990: quem cala, consente. Depois, todos os primeiros-ministros desde essa data; todos os presidentes da república e principalmente o actual que era primeiro-ministro quando Santana Lopes — o dos “violinos de Chopin” — assinou o acordo com as “santanetes” brasileiras. 

É preciso que mantenhamos a memória; é preciso não esquecer e legar a memória da desgraça às gerações futuras. 

Nunca a liberdade é tão grande quando no-la querem tirar, quando nos pretendem oprimir; e não há maior opressão do que aquela que nos pretende retirar a identidade. E, neste sentido, a III república tem sido uma tirania, não só alienando a soberania portuguesa e fazendo ajoelhar a pátria, como chegando ao ponto de sonegar ao povo a sua própria identidade. 

“A imposição do Ministério da Educação desagrada a muitos alunos e professores e, na Escola Secundária de Camões, em Lisboa, os estudantes criaram uma comissão que está a lutar pela tolerância. Uma das primeiras medidas da Comissão Estudantil para a Tolerância quanto ao AO90 nos Exames foi o lançamento de uma petição online.”
→ Acordo ortográfico: a luta já chegou aos alunos

Orlando Braga
13 de Março de 2015


Fonte: http://historiamaximus.blogspot.com.br/2015/03/o-acordo-ortografico-vai-ter-que-ser.html

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