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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Professor Claudio Moreno relança livros




O Professor Claudio Moreno concluiu sua Habilitação em Português - Grego pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1972.

Concluiu seu Mestrado em Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1977.

Obteve o doutorado em Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em 1997.

Dedicado ao ensino da língua portuguesa há décadas,  escreveu vários livros que agora estão sendo lançados com a nova ortografia.

Seu site é http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/sobreC-o-autor/

domingo, 18 de dezembro de 2011

Neopedagogia da Gramática

O Professor Francisco Dequi fez a graduação em Letras com Habilitação em Português - Francês (1964-1968) pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos e graduação em Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais (1991-1995) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

Criou a Neopadagogia da Gramática para simplificar o estudo da gramática e dar ao aluno uma compreensão mais lógica.

Assista ao video e procure conhecer mais sobre as teses.

Gramática: Opressão ou Liberdade?


No Programa Nossa Língua Portuguesa, o Professor Pasquale Cipro Neto entrevista o gramático Evanildo Bechara sobre a importância da gramática nas escolas. Num trecho da entrevista o Professor Evanildo Bechara diz que "a gramática foi afastada do aluno e está sendo afastada do professor de português, o que é lamentável".

O gramático deixa claro ainda que "o professor de português deve ter um estudo embasado para que possa mostrar ao aluno que quando ele escreve para um amigo, tem a liberdade de utilizar a língua coloquial, entretanto, quando esse mesmo aluno vai representar os seus colegas de turma  no dia da formatura, agradecendo aos professores, à equipe pedagógica e a direção da instituição, deve fazer uso da língua exemplar".

Veja esse vídeo e aproveite para aprender um pouco mais.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Uma mulher na Presidência da Academia

A escritora Ana Maria Machado tomou posse na Presidência da Academia Brasileira de Letras. Em 114 anos de fundação da Academia, é a segunda mulher na Presidência. A Primeira foi Nélida Piñon, eleita em 1997, ano do centenário da Casa.

A nova Presidente substituirá o acadêmico Marcos Vilaça, que ocupou o cargo nos biênios 2006-2007 e 2010-2011. Ela foi eleita, por unanimidade, no dia 8 de dezembro, em votação realizada no Petit Trianon.

Juntamente com a nova Presidente, tomou posse sua Diretoria. Os eleitos foram:

Secretário-Geral: Geraldo Holanda Cavalcanti;
Primeiro-Secretário: Domício Proença Filho;
Segundo-Secretário: Marco Lucchesi;
Tesoureiro: Evanildo Cavalcanti Bechara.

A cerimônia de posse da nova Diretoria aconteceu no dia 15 de dezembro, às 17h, no Salão Nobre do Petit Trianon.

Sobre a Presidente: Formada em Letras Neolatinas, em 1964, na então Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, e fez estudos de Pós-graduação na UFRJ.

Deu aulas na Faculdade de Letras da UFRJ (Literatura Brasileira e Teoria Literária) e na Escola de Comunicação da UFRJ, bem como na PUC-Rio (Literatura Brasileira).

É membro do PEN Clube do Brasil e do Seminário de Literatura da Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

Fonte:http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=12744&sid=727

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Contribuição de Douglas Tufano



Doulgas Tufano nasceu na cidade de São Paulo em 1948.  Formado em Letras e Pedagogia pela Universidade de São Paulo, dedica-se ao magistério desde 1969.  Foi professor efetivo da rede oficial de São Paulo.  É autor de "Estudos de Língua Portuguesa - Gramática"; "Estudos de Literatura Portuguesa"; "Estudo de Literatura Brasileira"; "Gramática e Literatura Brasileira".  Os livros referidos já foram utilizados por várias faculdades, especialmente no curso de Letras.

Com a Nova Ortografia, ele publicou o "Guia Prático da Nova Ortografia" da Michaelis.  Aqui ele exibe o seu manual "PORTUGUÊS PRÁTICO: tira - dúvidas de redação"

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Licenciatura em Língua Portuguesa no Timor- Leste


O Centro de Língua Portuguesa/Instituto Camões (CLP/IC) de Díli, em Timor-Leste, comemora esta sexta-feira o 10º aniversário da inauguração das suas atuais instalações.

Para assinalar esta data, terá lugar um evento que reúne professores, alunos e funcionários e vai contar com membros da Embaixada de Portugal em Díli e de elementos da Universidade Nacional de Timor-Leste (UNTL).

Em declarações ao site do Instituto, Elísia Ribeiro, atual responsável do CLP/IC realçou que "ao longo destes dez anos, o Centro de Língua Portuguesa tem sido um espaço de partilha e de aprendizagem, que serve não só os alunos da licenciatura em Ensino da Língua Portuguesa, mas também os discentes e docentes de outras licenciaturas e toda a comunidade timorense e estrangeira".

Em cooperação com a Universidade Nacional de Timor-Leste, o Instituto Camões desenvolve atividades centradas no ensino da disciplina de Língua Portuguesa, não só em termos de formação superior como de cursos extracurriculares frequentados por alunos e até deputados e funcionários do Parlamento Nacional.

O Instituto Camões iniciou o seu trabalho em Timor-Leste em 2000 e desde essa data 81 timorenses concluíram a sua formação superior nesta área: 45 licenciados e 36 bacharéis.

A celebração do 10º aniversário do Centro de Língua Portuguesa coincide, aliás, com a cerimónia de graduação de mais oito licenciados em Ensino da Língua Portuguesa na UNTL, que esta sexta-feira recebem o seu diploma e vão dinamizar o evento com a declamação de poesia e momentos musicais envolvendo o Português.


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Pasquale entrevista Dad Squarisi

No programa apresentado pelo Professor Pasquale Cipro Neto, Dad Squarisi fala sobre sua experiência como consultora legislativa. Um requisito importante que ela chama a atenção é a formação em Letras.  Ela é Graduada em Letras pela UNB e fez Especialização em Linguística e Mestrado em Teoria da Literatura. Foi professora de língua portuguesa e literatura brasileira em todos os níveis de educação. Lecionou as mesmas disciplinas em centros de estudos brasileiros no exterior e no curso de formação de diplomatas  - Instituto Rio Branco (MRE). Exerceu a função de consultora legislativa no Senado Federal.

Atualmente, é editora de Opinião do Correio Braziliense, comentarista da TV Brasília e professora de edição de textos do Centro Universitário de Brasília. Assina a coluna Dicas de Português, publicada em 15 jornais do país. E a coluna Na Ponta da Língua, publicada no suplemento infantil Super, do Correio Braziliense, e Língua Solta, destinada a pré-vestibulandos, veiculada pelo Correio Braziliense e Estado de Minas.

Participa de bancas examinadoras de concursos e ministra palestras sobre comincação e expressão oral e escrita.

Tem obras publicadas:

.Dicas da Dad, Editora Contexto;

.Mais Dicas da Dad, Editora Contexto;

.A Arte de Escrever Bem, Editora Contexto;

.Manual de Redação e Estilo - um guia para jornalistas e profissionais do texto, Associados:

.Escrever Melhor, Editora Contexto;

.Deuses e Heróis - mitologia para criança, L G E Editora.


http://stat.correioweb.com.br/blogs/perfildad2.pdf

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cronologia da Aplicação do Acordo Ortográfico em Portugal






13 de maio de 2009 - Entrada em vigor do Acordo Ortográfico em Portugal.

1  de setembro de 2011 - Intensificação das iniciativas de informação e de sensibilização dos funcionários públicos e dos cidadãos em geral, de modo a assegurar um esclarecimento  adequado sobre as implicações do  novo Acordo Ortográfico, designadamente através dos sítios de diversos ministérios acessíveis ao público via Internet.

1 de setembro de 2011 - Aplicação do Acordo Ortográfico no sistema educativo e nas escolas portuguesas, em todas as disciplinas de todos os anos escolares.

1 de setembro de 2011 - Utilização progressiva da nova ortografia nos manuais escolares, seguindo o ritmo das novas adições da reimpressão de um manual durante o seu período de vigência.

1 de janeiro de 2012 -  Aplicação do Acordo Ortográfico na publicação do  Diário da República, bem como em geral, em toda atividade do Governo da República e dos serviços, organismos e entidades na sua dependência;
Aplicação da ortografia constante do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa em todos os atos legislativos e não legislativos da Assembleia da República, bem como nas suas publicações oficiais e instrumentos de comunicação com o exterior.

2014 - Conclusão da adoção da nova ortografia em todos os manuais escolares.

12 de maio de 2015 - Fim do período de transição de seis anos para a aplicação do Acordo Ortográfico em Portugal.

Fonte: www.madeira-edu-pt/tabid1546/Defalt.aspx

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Quem foi Antônio Houaiss

Antônio Houaiss foi professor, filólogo e diplomata. Nasceu em 15 de outubro de 1915, no Rio de Janeiro e faleceu em 07 de março de 1999. eleito em 1º de abril de 1971 e  ocupou a cadeira de nº 17 , na Academia Brasileira Letras, da qual foi presidente em 1996. Bacharel e Licenciado em Letras Clássicas pela Faculdade Nacional  de Filosofia da Universidade do Brasil (1942), Sempre se dedicou à língua portuguesa. Foi membro examinador de português de vários concursos promovidos pelo DASP.

Membro da  Academia Brasileira de Filologia, eleito em 1960. Foi  membro da Comissão para o Estabelecimento de Diretrizes para o Aperfeiçoamento  de Ensino/Aprendizagem da Língua Portuguesa, instituída pelo Decreto nº 91.372 de 26 de junho de 1985.

Exerceu o cargo de Delegado do Governo Federal para proceder nos países de língua oficial portuguesa (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe),  recebeu o convite de presença à realização do Encontro para Unificação Ortográfica da Língua Portuguesa (janeiro-fevereiro de 1986), foi membro da delegação brasileira no Encontro para Unificação da Língua Portuguesa, realizado no Rio de Janeiro de 6 a 12 de maio de 1986.

Em 1988, organizou o Congresso Internacional de Tradutores, realizado no  Instituto Internacional de Cultura (Campos - RJ), tendo sido o vice-presidente e o secretário-executivo do Encontro.

Ministro da Cultura do Governo Itamar Franco, em 1993; foi membro do Conselho Nacioanl de Política Cultural, do Ministério da Cultura(1994-1995) de que foi vicepresidente  e renunciou dessa qualidade em abril de 1995. Em 1996, foi Presidente da Academia Brasileira de Letras. 


Fonte:http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=203&sid=200

terça-feira, 12 de julho de 2011

Defesa do Ensino da Gramática Normativa

A questão que devemos levantar não é se devemos ou não ensinar a Gramática Normativa,  mas  qual abordagem devemos ter em sala de aula. O Prof. Claudio Moreno escreveu em seu sitio:"A reação contra o livro do MEC não era um repúdio ao saber dos linguistas, mas sim um recado ao que eles insistem em não ouvir:não é isso que esperamos da Escola".  Realmente, o Prof. Claudio Moreno defende muito bem a posição dos professores de língua portuguesa em relação à sua função. Ele deixa isso bem claro quando diz: "O linguista trabalha para expandir os limites da teoria dedicando-se a analisar e observar os fatos da linguagem para melhor entendê-la; o seu compromisso é com a ciência.  Pois nós, professores de português, não somos nem pretendemos ser cientistas. Longe disso, o compromiso  que temos é com a cultura... É por causa disso que o professor de português, ao contrário do linguista, jamais poderá abandonar esta perspectiva cultural e histórica" (Veja mais no Sítio http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/2011/07/02/o-livro-do-mec-3/).

Muito interessante a colocação do Prof. Claudio Moreno porque os linguistas afirmam que a  Gramática Normativa ensina  uma  língua de prestígio, mas acho que eles precisam rever esse conceito. O que os artistas falam acaba sendo seguido pelo povo por causa do prestígio: eles são artistas.  Acabam ditando um modismo linguístico que se torna língua de prestígio. A Gramática Normativa não ensina esse tipo de "prestígio", por isso, afirmamos  que os linguistas entram no campo do ensino na escola quando o que deveriam  se ater às pesquisas ciêntíficas, seu maior contributo.  A escola deve sim, ensinar a Gramática Normativa. A diferença deve ser na abordagem , pois quem vai à escola tem direito e se apropriar da língua culta pelo apredizado esperado nas escolas. Mais uma vez, citamos o Sitio do  Prof. Claudio Moreno: "Dizer que a estrutura de um cavalo é melhor do que a de um cabrito não tem o menor sentido para um cientista  que estuda os seres vivos, mas tem todo o sentido para quem precisa usar o animal como montaria". É assim que deve ser vista a questão entre a linguística e o ensino da Gramática Normativa. nas escolas.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Olimpiada da Língua Portuguesa

A Olimpiada da Língua Portuguesa foi iniciada em 2002 que só alunos do 5º e 6º anos. Mas só se extendeu a partir de 2008 , com a participação do MEC, quando alunos do 7º e 8º ano e do Ensino Médio,  começaram a fazer parte dela juntamente com os alunos do 5º e 6º anos.  A partir de então, a Olimpiada da Língua Portuguesa passaram a ser bi-anuais. Em 2008 houve a 1ª edição das Olimpiadas, mas, em 2009, houve a capacitação dos professores. Em 2010 houve a 2ª  edição da Olimpiada da Língua Portuguesa.  Agora em 2011, temos a capacitação dos professores mais uma vez.

Portugal adota o Acordo Ortográfico

No dia 9 de dezembro de 2010, o Conselho de Ministros aprovou a Resolução que oficializa a entrada em vigor do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa nas escolas de Portugal. A partir de setembro de 2011, será a vez das escolas e no dia 1º de janeiro de 2012, será a vez dos órgãos do Governo.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Prof° João Malaca Casteleiro e o VOLP


Quando já estava tudo certo para que os portugueses tivessem um Vocabulário Ortográfico, a Academia das Ciências de Lisboa encarregou o acadêmico João Malaca Casteleiro que coordenou o trabalho científico do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, lançado pela  Porto Editora em outubro de 2009.

O Prof. João Malaca Casteleiro é Licenciado em Filologia Românica pela  Universidade de Lisboa, onde mais tarde se Doutorou em Linguística.  Foi diretor do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa,  conselheiro científico do Instituto Nacional de Investigação Científica.

O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa é uma contribuição do Prof. João Malaca Casteleiro ao povo de Portugal e aos demais falantes da língua portuguesa.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Sergio Nogueira explica a Nova Ortografia



O Prof. Sérgio Nogueira nos ajuda a entender a Nova Ortografia explicando o que mudou com a entrada em vigor do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, no dia 1º de janeiro de 2009, no Brasil

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Debate sobre o ensino da língua portuguesa

 
No dia 24 de maio de 2011, o programa Observatório da Imprensa exibiu um debate interessante. Participaram do debate o Prof. Sérgio Nogueira Duarte da Silva, que é Licenciado em Língua Portuguesa e Língua Espanhola pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Mestre em Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Também, o Prof. Deonísio da Silva, que é Licenciado em Letras pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, Mestre em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Doutor em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo. Ainda o Prof. Marcos Bagno, que é Graduado em Língua Portuguesa pela Universidade Federal de Pernambuco e Mestre em Linguística pela mesma instituição. É Doutor em Filologia Românica e Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo. Enquanto os outros dois se encontravam no estúdio do programa no Rio de Janeiro, este último falou de Brasília, da UNB.


O Prof. Sérgio Nogueira falou sobre seus 40 anos de magistério em escolas de ensino fundamental, médio e universidades. Falou que conhece a variação linguística(bem como todos os demais professores) mas que o aluno precisa se apropriar do conhecimento da língua padrão. Completando o que fora dito anteriormente, o Prof. Deonísio da Silva lembrou que Machado de Assis, sendo mulato, epilético, gago não se deu por vencido e apropriou-se da língua padrão tornando-se um mestre reconhecido não apenas no Brasil.

De sua comodidade na UNB, Marcos Bagno falou em variação linguística todo o tempo e disse que entre os 40 membros da Academia Brasileira de Letras e os 4.000 membros da Associação Brasileira de Linguística(ABRALIN), ele prefere aos últimos. O curioso no discurso de Bagno é nunca se referir à Academia Brasileira de Filologia.

O Prof. Sérgio Nogueira falou que o desrespeito que alguns "doutores" têm pelos professores de língua portuguesa é incoerente porque a linguística faz parte do preparo destes professores, motivo pelo qual não se pode afirmar que eles desconheçam o assunto em questão. Apenas sabem que o aluno precisa aprender a língua padrão. Os tais "doutores" defendendo a variação linguística e repudiando a Gramática Normativa se posicionam como donos da verdade.

O debate foi interessante e mostrou o quanto precisamos ouvir os dois lados da questão.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

MEC defende livro polêmico




O ministro da Educação Fernando Haddad, afirmou ontem que o Ministério da Educação(MEC) não vai recolher o livro didático Por uma Vida Melhor, distribuído nas escolas e que admite erros de concordância na linguagem falada...O MEC distribuiu o livro, pivô de uma crescente polêmica, pelo Programa Nacional do Livro Didático para a Educação de Jovens e Adultos (PLND-EJA) a 4.236 escolas.
Em um trecho da obra, os autores afirmam que o uso da linguagem popular - ainda que com seus erros gramaticais - é válido, permitindo frases como "nós pega o peixe" ou "os menino pega o peixe". Defende também que não se fale em linguagem "certa ou errada", mas "apropriada ou inapropriada" para cada ocasião.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 19 de março de 2011, quinta-feira

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Apresentação da 5ª edição do VOLP



Esta 5ª edição do Vocabulário da Língua Portuguesa(VOLP)incorpora as Bases do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa aprovado em Lisboa aos 12 de outubro de 1990 pela Academia das Ciências de Lisboa, pela Academia Brasileira de Letras e por delegações de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, com a adesão da delegação de observadores da Galiza. Com este projeto aprovado, a língua portuguesa deixa para trás a condição de um idioma cujo peso cultural e político encontra, na vigência de dois sistemas ortográfico oficiais, incômodo entrave a seu prestígio e difusão internacional.

Graças à contribuição de nossos lexicógrafos e à colaboração sempre bem recebida dos consulentes do VOLP e do programa ABL responde, esta edição se apresenta aumentada em seu universo lexical, corrige falhas tipográficas e oferece informações ortoépicas sobre possíveis dúvidas resultantes de algumas novas normas ortográficas.


Ao oferecer ao público esta 5ª edição do VOLP, esperamos continuar cumprindo a tarefa que à Casa Machado de Assis lhe foi conferida pelo governo brasileiro.

Cícero Sandroni

Presidente da Academia Brasileira de Letras


Fonte: http://www.academia.org.br/abl/media/Apresentação%205ª%20dição.pdf

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Acordo Ortográfico promulgado no Brasil


DECRETO Nº 6.583 de 29 DE SETEMBRO DE 2008
Promulga o Acordo Ortográfico da Língua Porrtuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição, e

Considerando que o Congresso Nacional aprovou, por meio de Decreto Legislativo nº 54, de 18 de abril de 1995, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990;

Considerando que o Governo brasileiro depositou o instrumento de ratificação do referido Acordo junto ao Minitério dos Negócios Estrangeiros da República Portuguesa, na qualidade de depositário do ato, em 24 de junho de 1996;

Considerando que o Acordo entrou em vigor internacional em 1º de janeiro de 2007, inclusive no Brasil, no plano externo;

DECRETA:

Art. 1º
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, entre os Governos da República de Angola, da República Federativa do Brasil, da República de Cabo Verde, da República de Guiné-Bissau, da República de Moçambique, da República Portuguesa e da República Democrática de São Tomé e Príncipe, de 16 de dezembro de 1990, apenso por cópia ao presente Decreto, será executado e cumprido tão imedatamente como nele se contém.

Art. 2º
O referido Acordo produzirá efeitos somente a partir de 1º de janeiro de 2009.
Prágrafo único: A implantação do Acordo obedecerá ao período de 1º e janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2012, durante o qual coexistirão a norma ortográfica atualmente em vigor e a norma estabelecida.

Art. 3º
São sujeitos à aprovação do Congresso Nacional quaisquer atos que possam resultar em revisão do referido Acordo, assim como quaisquer ajustes complementares que, nos termos do art. 49, incio I, da Constituição, acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional.

Art. 4º
Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.


Brasilia, 29 de setembro de 2008; 187º da Independência e 120º da Repúblca

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Celso Luiz Nunes Amorim

sexta-feira, 4 de março de 2011

Marco Lucchesi na Academia Brasileira de Letras


O professor, ensaísta e poeta carioca Marco Lucchesi, 47 anos, foi eleito ontem para assumir a cadeira nº 15, que pertencia a ao padre Fernando bastos de Ávila, que morreu em novembro do ano de 2010.

Lucchesi passa a ser assim o mais jovem integrante da ABL. A cadeira nº 15 tem como patrono o poeta e teatrólogo Gonçalves Dias e seu primeiro ocupante foi Olavo Bilac.

O novo imortal é professor da UFRJ e do Colégio do Brasil. Ele é formado em História pela UFF, Doutor em Ciência da Literatura pela UFRJ e Pós-doutor em filosofia da Renascença na Universidade de Colônia, Alemanha.

Fonte:Jornal do Comercio, Caderno 1, p. 2 4 de março de 2011

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Morte do Acadêmico Moacyr Scliar


Nascido em 23 de março de 1937 no bairro do Bom Fim, que até hoje reúne a comunidade judaica de Porto Alegre, e alfabetizado pela mãe, Sara, que era professora primária, Scliar chegou a publicar o romance O Centauro no Jardin incluído numa lista com os cem melhores livros relacionados à história dos judeus e dos últimos séculos, elaborada pelo National Yddish Book Center. Também se tornou um grande porta-voz do País sobre temas relativos ao judaísmo, mantendo laços de amizade com alguns dos maiores autores israelenses no mundo contemporâneo, como David Gross,an, A.B. Yehosua e Amos Oz.

Casado desde 1965 com Judith Vivien Oliven e pai de Roberto, nascido em 1979, Scliar também dedicou atenção especial às obras infanto juvenis. Costumava dizer que escrevendo para os jovens reencontrava o jovem leitor que havia sido. Boa parte de sua produção dessa área foi considerada "altamente" recomendável" pela Fundação Biblioteca Nacional.

Além de produzir textos para vários jornais e revistas, o autor teve trabalhos adaptados para o cinema. Caso do romance O Sonho no Caroço do Abacate, adaptado em 1998 por Luca Amberg, sob o título Caminho dos Sonhos.


O Acadêmico estava internado desde o dia 17 de janeiro no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital das Clínicas de Porto Alegre e vaio a falecer na madrugada de ontem.

Seu primeiro livro Histórias de um Médico em Formação foi publicado em 1962, mesmo ano em que concluiu a faculdade de medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Em setembro do ano passado saiu seu livro mais recente: Eu Vos Abençoo.

A Academia Brasileira de letras(ABL) decretou luto oficial de três dias por causa da morte do escritor.

Scliar ocupava a cadeira de nº 31 da Academia Brasileira de Letras desde 2003.

Fonte: Jornal do Comercio, Caderno C, p. 1, 28/02/2011

sábado, 29 de janeiro de 2011

Entrevista com o linguista Luiz Carlos Cagliari


Para o linguista Luiz Carlos Cagliari,da Unesp, o Acordo Ortográfico não tem base científica. Veja um trecho da entrevista.

Agência FAPESP: Há bases científicas para as modificações contempladas pelo Acordo?

Luiz Carlos Cagliari: As reformas ortográficas têm sido feitas sem o conhecimento científico do que vem a ser a ortografia. Desse erro original deriva uma série de equívocos. Mas a questão fundamental não é se as mudanças serão feitas em determinadas regras. O fundamental é saber se há necessidade de mudança. Os argumentos dados para justificar uma reforma como essa são, em geral, falhos.

Agência FAPESP: Poderia dar exemplos desses argumentos?

Luiz Carlos Cagliari: Um deles é "facilitar o uso da língua". Mudar a ortografia não facilita a vida de ninguém, porque a ortografia não representa a fala de ninguém. É simplesmente uma representação gráfica que permite a leitura.

Agência FAPESP: A unificação não facilitaria a comunicação diplomática entre os países?

Luiz Carlos Cagliari: Unificar a ortografia é um equívoco. Apesar de seguir regras de uso, tiradas de uma tradição, a ortografia, como a linguagem em geral, sofre transformações no tempo e no espaço. A história da ortografia mostra que a escrita se transforma continuamente.

Fonte: http://www.agencia.fapesp.br/materiaq7667/entevistas/ruidos-ling-isticos-com-trema-por-enquanto-,htm

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A Formação do Lexico Português


A língua portuguesa é essencialmente latina, uma vez que sua estrutura morfológica e sintática é, com pequenas variações, a mesma do latim vulgar. Outras línguas, além do latim, exerceram influência sobre o português; porém, tais influências foram mais profundas na parte do vocabulário. Muitas há, com efeito, que são originárias do grego, do espanhol, do francês e de muitas outras.

No século V, desencadeiam-se sobre o Império Romano, os bárbaros, vindos do nordeste europeu. Desse modo, toda a aparente unidade linguística de tão vasto território se fragmentou, sob a atuação de várias causas: com o esfacelamento do poder, do exército e, por conseguinte, do vasto domínio romano, tornaram-se independentes as províncias; as escolas fechadas, pois era opinião dos bárbaros que a instrução prejudicava o homem; o que havia de latim foi recolhido aos mosteiros, e seu estudo proibido. Como consequência desses fatos, surgiram na Hispânia(Espanha) vários dialetos: o leonês(de Leão), o aragonês(de Aragão) e o castelhano(de Castela). Todos estes dialetos predominaram em suas regiões, até que o castelhano, graças à sua supremacia política, passou a ser a língua oficial.

O mesmo sucedeu à Lusitânia, até que o português se sagrou como língua de nacionalidade portuguesa.
Da dominação germânica, há vestígio em mais de duzentas palavras, que ficaram incorporadas ao nosso vocabulário. São, sobretudo, termos de guerra.
Três séculos aós a invasão bárbara, a Península Ibérica é novamente abalada, agora pela invasão árabe.
A língua árabe é semita e pouca influência exerceu sobre toda a península, tendo o castelhano recebido e conservado maior número de palavras árabes do que a língua portuguesa.
No século IX, deu-se a fundação da monarquia portuguesa, vindo o português a tornar-se a verdadeira língua de nacionalidade portuguesa.
No século XVI, ocorre o descobrimento do Brasil e a língua portuguesa entra em nossa Pátria, onde encontra o elemento indígena e depois o africano.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Conversor do acordo ortográfico questionado


O conversor informático Lince e o Vocabulário Ortográfico do Português do Instituto de Linguística Teórica e Computacional(ILTEC) elaborados com base no novo Acordo Ortográfico, que o Governo português decidiu adotar e que o presidente do Parlamento propôs que também seja usado na AR, estão sendo contestados pela concorrência. O Lince e outros três conversores existentes no mercado já foram analisados pela Universidade do Minho e o escolhido como "oficial" foi considerado o pior dos quatro. O conversor Lince é gratuito, pode ser consultado na página do ILTEC.

O Vocabulário está disponível no Portal da Língua Portuguesa e permite pesquisas de palavras e expressões. "Não está determinado em lado algum do Acordo que os governos têm que decidir qual a ferramenta informática de conversão que deve ser adotada - é como impor qual o programa de texto ou de faturação que um país deve usar", critica Carlos Amaral, administrador do Priberam, empresa que tem também ferramentas informáticas do mesmo gênero. Carlos Amaral questiona ainda o tipo de avaliação que foi feita, quem a fez("que professores, linguistas e acadêmicos participaram)") e o resultado para se escolher o conversor e o vocabulário. Sobretudo porque o conversor faz substituições com erros e no vocabulário encontram-se palavras mal escritas, como é o caso de "benfeito", "para-quedas", "água-ardente", enumera. Continua apontando outros pontos:"sendo considerado de referência, este Vocabulário deveria está impresso, mas está apenas disponível na Internet, como portal de pesquisas", e acrescenta:"Percebo que um governo não queira deixar nas mãos de uma entidade privada a tarefa de definir o vocabulário de um país, mas é preciso assegurar a qualidade e não apenas ao preço". Contesta ainda a duplicação de esforços e despesa por parte do Estado, lembrando que a Academia das Ciências de Lisboa, que é quem tem competência para elaborar um vocabulário ortográfico, já o está fazendo.

Fonte:http://www.lusofonias.net/acordoortografico/acordo2010-2.pdf

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