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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

2016 promete novidades


Mais um ano acaba, e com ele vem mais debates sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

Pois é!

A nova ortografia começaria pra valer em 1 de janeiro de 2013, mas o Decreto N. 7875  de 27 de dezembro de 2012 prolongou o período de transição para 31 de dezembro de 2015, ou seja, hoje.

Mas, depois de varia audiências públicas na Comissão de Educação, Cultura e Esportes,do  Senado Federal, e a criação de um Grupo de Trabalho Técnico,  sob a supervisão do Senado Federal, e com a OAB entrando nesse grupo, a questão acabou sendo levada à  Academia das Ciências de Lisboa.

Pelo Decreto, a partir do dia 1 de janeiro de 2016 a nova ortografia será a única vigente no Brasil, só que como foi decidido que haverá correções no texto do Acordo Ortográfico e nos vocabulários , e mais haverá um dispositivo jurídico para que o Acordo Ortográfico tenha respaldo jurídico, vamos ver o que será definido.

2016, um ano que promete muito debate.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Incêndio no Museu da Língua Portuguesa deixa um morto



Um bombeiro civil morreu ao tentar combater o incêndio de grandes proporções que atingiu o Museu da Língua Portuguesa, na Praça da Luz, região central de São Paulo, na tarde desta segunda-feira (21). A informação foi confirmada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), que foi até o local no início da noite. O equipamento abrigava uma exposição do folclorista potiguar Câmara Cascudo desde outubro passado.  

De acordo com o Corpo de Bombeiros, 37 viaturas e 97 homens foram encaminhadas ao local para combater o fogo, que começou por volta das 16h30. Ainda não há informações sobre as causas do incêndio. A fumaça já atingia a Estação da Luz. Na Rua José Paulino, as lojas que costumam fechar às 19 horas encerraram o dia por volta das 17 horas por causa da fumaça que tomou conta da rua. O Museu da Língua Portuguesa fica fechado às segundas-feiras. 

Por volta das 17h10, os bombeiros informaram que as chamas foram controladas e que o incêndio estava em fase de rescaldo. O teto do museu ficou totalmente destruído e o fogo chegou à torre do relógio. O complexo da Estação da Luz é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). 

Em entrevista coletiva, o secretário municipal da Cultura, Nabil Bonduki, disse que um incêndio como o que ocorreu nesta segunda-feira é "devastador para a cultura brasileira". "Esperamos reconstruir o edifício e recolocar o museu em funcionamento", afirmou.

Segundo ele, o ocorrido "alerta para a necessidade de ter as condições de segurança adequadas". Bonduki ainda disse que, só após a saída dos bombeiros, será possível avaliar os estragos provocados pelo fogo. "Pelo que fui informado, o acervo do museu foi preservado", disse.

Trânsito

Segundo a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), a Estação da Luz foi fechada por motivos de segurança. A CPTM recomenda que os passageiros usem o Metrô. Os usuários da Linha 7 desembarcam na Estação Palmeiras-Barra Funda, que tem integração com a Linha 3-Vermelha do Metrô. Já os passageiros da Linha 11-Coral desembarcam na Estação Brás, que também tem conexão com a Linha 3-Vermelha.

A integração da Estação Luz, da CPTM, para as linhas 1-Azul e 4-Amarela do Metrô está fechada. Os usuários podem sair da estação e pegar um ônibus. Segundo a CPTM, a Estação da Luz será reaberta após autorização dos bombeiros. 

Antes
A Estação da Luz de São Paulo foi parcialmente destruída por um incêndio no dia 6 de novembro de 1946. O fogo atingiu boa parte da estação, destruiu os arquivos, documentos e prejudicou a fachada da Avenida Tiradentes. A ala oeste não foi atingida pelas chamas, pois a alta torre da estação - uma réplica da torre Big Ben da abadia londrina de Westminster - serviu de chaminé.

Fonte: http://novojornal.jor.br/cotidiano/incendio-no-museu-da-lingua-portuguesa-deixa-um-morto

sábado, 19 de dezembro de 2015

Neopedagogia da Gramática na ACL



Participação do prof. Francisco Dequi no “Colóquio Ortografia e Bom-senso” com a tese Neopedagogia da Acentuação Gráfica na Academia das Ciências de Lisboa, novembro de 2015.

O colóquio, com duração de dois dias, teve início no dia 09 de novembro de 2015, às 10h, no salão nobre da Academia das Ciências de Lisboa. O presidente da instituição, Artur Anselmo, abriu a sessão com a presença dos membros titulares do sodalício da Academia e com as mais altas autoridades em gramaticologia e em linguística da língua lusa. A pauta seguiu o preestabelecido. O Brasil teve quatro convidados para participar como oradores. Três eram gaúchos: José Carlos Gentili, Francisco Dequi, Celso Augusto Nunes da Conceição. O pernambucano Evanildo Cavalcanti Bechara, atualmente radicado no Rio de Janeiro, teve participação destacada, pois, no Acordo Ortográfico de 1990, coordenou a reforma em nome da comunidade brasileira.

Numa análise superficial, pode-se dizer que o último acordo não satisfez a maioria dos estudiosos da língua portuguesa dos países lusófonos. As críticas foram contundentes. O regramento do uso do hífen foi o mais criticado. A eliminação das consoantes mudas também sofreu intensas restrições. Alguns dos oradores defenderam a manutenção das tradicionais fonemas consonantais mesmo os mudos. Outros pregaram sua extinção.

Houve também oradores que não vislumbram futuro e solidificação do acordo ortográfico, mas acreditam que seu debate é uma tentativa que visa à unificação aproximada da língua lusófona, hoje a quinta mais falada no mundo. Deve-se aceitar e considerar normal a pronúncia diferenciada das vogais, principalmente, a de “e” e de “o” que, em Portugal, tem prolação aberta como em “demónio, bebé” e outras que possuem timbre aberto em Portugal e fechado no Brasil. Há nessas palavras mudança de timbre nessas vogais, mas a tonicidade, nelas, fica nas mesmas vogais. Esses pormenores dificilmente serão unificados. Cada povo continuará pronunciando de sua maneira. E a grafia terá que acompanhar o estabelecido pelo Acordo. Tal fato não causará qualquer prejuízo na comunicação escrita ou falada entre as nações lusófonas.
Duas professoras, neste colóquio, versaram sobre problemas diferentes entre os países. “Propina”, em Portugal quer dizer “taxa” a ser paga por certos serviços. No Brasil, ultimamente, essa palavra passou a traduzir, com muita ênfase, o aspecto criminoso e corrupto de certos percentuais de pagamentos feitos entre setores públicos e seus agentes.

Os programadores do Colóquio “Ortografia e Bom-senso” colimavam saber como o autor da Neopedagogia da Gramática conseguiria justificar que 99,8% dos acentos gráficos oficiais podem ser explicados por meio de uma única regra. A sua tese básica tem o seguinte texto: “Dominada a tonicidade natural das palavras sem diacrítico, 99,8% dos acentos gráficos oficiais da língua portuguesa podem ser explicados com uma única regra”.
O orador gaúcho, em 20 minutos, expôs os três roteiros da tonicidade natural das nossas palavras, com a exemplificação clara exibida em telão e, em seguida, mostrou o papel deslocador da tonicidade realizado pelo acento gráfico oficial, o que corresponde à regra única da neopedagogia do professor Dequi. Novamente, a exemplificação em data show deixou essa dinâmica da tonicidade bem evidente provocada pelo diacrítico – um processo bem simples.
O orador, em seguida, arrolou as inúmeras vantagens dessa neopedagogia da acentuação gráfica: ensina a tonicidade natural de qualquer palavra sem essa marca visual; simplifica o seu domínio, pois dispensa estudar e reter a contagem das sílabas para classificar as palavras em oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas; dispensa também diferenciar as vogais das semivogais e os consequentes encontros vocálicos “ditongos, tritongos e hiatos”. Esses pré-requisitos, pela didática do prof. Dequi, não são necessários para justificar os acentos gráficos oficias da nossa língua. São complicadores dispensáveis para a Acentuação Objetiva ensinada pela Neopedagogia da Gramática.
Ao encerrar sua exposição, o prof. Dequi solicitou a colaboração dos participantes para a busca de palavras que não se enquadrem dentro dos três itens da tonicidade natural das palavras sem acento gráfico. Pediu também que fossem apresentadas eventuais palavras que violem a regra única da acentuação gráfica, incluindo, nestas, os 0,2% dos sinais diferenciadores. Um grupo de docentes, no intervalo destinado ao cafezinho, apresentou “um abacaxi”: a palavra “performance” que, na sua escrita, aparece sem acento gráfico tanto nos dicionários lusitanos como nos brasileiros. Tanto pelas regras do Acordo como pelas da Neopedagogia apresentadas, esse vocábulo deveria ser marcado com acento gráfico. Ou por ser proparoxítona ou porque tonificou-se a vogal três. Assim, no fim, chegou-se à conclusão de que a palavra foi mal dicionarizada.

Fonte: http://portuguespelaneopedagogia.blogspot.com.br/2015/12/neopedagogia-da-acentuacao-na-academia.html

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