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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Dilma Prorroga o Acordo Ortográfico para 2016



Finalmente saiu o decreto presidencial que prorroga para 2016 a obrigatoriedade do Acordo ortográfico no Brasil. Segundo o Decreto nº 6.583 de 29 de setembro de 2008, assinado pelo então Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa estaria em fase transitória a partir de 1º de janeiro de 2009 até 31 de dezembro de 2012.  Depois que a Comissão de Educação do Senado Federal teve explicações do Prof Ernani Pimentel, idealizador do Movimento Acordar Melhor e o Prof. Pasquale Cipro Neto, conhecido por apresentar Nossa Língua Portuguesa, na TV Cultura apresentaram as incoerências do texto oficial do Acordo Ortográfico, a senadora Ana Amélia (PP-RS) e o senador Cyro Miranda (PSDB-GO), levaram a questão para a Casa Civil e esta por sua vez encarregou o Ministério das Relações Exteriores de preparar um decreto presidencial para alterar a data de vigência do Acordo Ortográfico.

Finalmente, a Presidente Dilma Rousseff assinou o Decreto nº 7.875, de 27 de dezembro de 2012 alterando  a data para 31 de dezembro de 2015.

O texto que se encontra no Diário Oficial da União traz o seguinte:


DECRETO Nº. 7.875, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2012

A Presidente da República, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso IV, da Constituição, altera o Decreto nº. 6.583, de 29 de setembro de 2008, que promulga o Acordo Ortográfico da Língua 

Portuguesa, passa a vigorar com as seguintes alterações:

A implementação do Acordo obedecerá ao período de transição de 1º de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2015, durante o qual coexistirão a norma ortográfica atualmente em vigor e a nova norma estabelecida.

Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.



Fonte: http://www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=9&data=28/12/2012

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Linguista Critica Texto do VOLP


A quinta edição do VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa) lançado em 2009 pela ABL (Academia Brasileira de Letras) para atender ao Novo Acordo Ortográfico, não teve o amadurecimento necessário para ser publicado, segundo a professora Maria Helena de Moura Neves da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp (Universidade Estadual Paulista).

A linguista explica que a lista elaborada pela ABL, que deveria conter as principais mudanças nas palavras da ortografia brasileira, não cumpre completamente o seu objetivo. De acordo com ela, palavras muito usadas e que geram incertezas sobre o emprego do hífen, como macrorregião, não estão presentes no VOLP.

"Nós não estamos com 100% de suporte para resolver a ortografia de todas as palavras da língua portuguesa", diz Maria Helena. Segundo ela, o que se tem feito para definir a forma como macrorregião, por exemplo, é escrita, é analogia com outras palavras de formação similar, como mesorregião.

O gramático Evanildo Bechara, membro da ABL, explica que as palavras com a mesma estrutura morfofonética devem, de fato, ser usadas por analogia. Para o caso de macrorregião, explicou Bechara, serviriam macrorranfo, macrorranfoso, macrorrino e macrorrizo. "Nenhum dicionário de língua alguma contém todas as palavras existentes nesse idioma", defendeu.

Bechara não concorda que falte amadurecimento do VOLP. "O amadurecimento esta mais do que comprovado pelas cinco edições anteriores do VOLP, com o início em 1982. Tendo em vista que são poucas as alterações gráficas trazidas pelo Acordo de 1990, foi suficiente o prazo de 1990 a 2009", disse.

Segundo Maria Helena, porém, exitem outas dificuldades quanto ao uso do hífen. "O Acordo diz que se a segunda palavra começar por h, vai haver hífen. Mas o Acordo diz em outro lugar que, às vezes, quando a segunda palavra começa por h na hora de juntar com outra, ela o perde. Então, você fica em dúvida, perde o h ou não o perde? Essas coisas precisam ser resolvidas por especialistas", defende.

Para Maria Helena, porém, as bases do Acordo Ortográfico, aprovadas em 1990, deveriam  ter sido mais bem estudadas durante o tempo que levou para entrar em vigor."Quando saiu, o texto não tinha passado pela reflexão, pelo exame, pelo cuidado que poderia ter sido dado a ele durante o tempo em que ficou no limbo, parado", disse. "houve um defeito de condução política e governamental", acrescentou.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/noticias/2012/12/21/linguista-critica-texto-do-vocabulario-ortografico-da-lingua-portuguesa.htm

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Acordo Ortográfico valerá a partir de 2016


A obrigatoriedade do uso do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa valerá a partir de 2016, conforme informou o Itamaraty. As novas regras que alteram a grafia em 0,5% das palavras em português deveriam ser implantadas em 1º de janeiro de 2013, no entanto, uma minuta de decreto foi enviada à Casa Civil, e agora aguarda a assinatura da presidente Dilma Rousseff.

Com o adiamento, continuará sendo opcional usar, por exemplo, o trema, os acentos agudos nos ditongos abertos em palavras como idéia. Mesmo que jornais, livros didáticos e documentos oficiais já tenham adotado o Acordo Ortográfico, novas alterações deverão ocorrer até 2016.

O senador Cyro Miranda (PSDB-GO) defendeu o adiamento e disse:"Há muita insatisfação. Ganhamos tempo para refletir, discutir e reduzir o número de regaras irracionais". Ele defende a prorrogação de audiências públicas para com professores e embaixadores dos países de língua portuguesa no Senado. De acordo com o Itamaraty, a decisão é diplomática, já que o governo quer sincronizar as mudanças com Portugal. Assim como o Brasil, Portugal aderiu às mudanças em 2008, mas não definiu um período de transição.

O representante brasileiro na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Pedro Motta, falou a respeito do novo Acordo:"É muito difícil querer que o português jeja língua oficial nas Nações Unidas se vão perguntar:"Qual português que vocês querem?".

Fonte: http://www.jornalopcao.com.br/posts/ultimas-noticias/novo-acordo-ortografico-podera-ser-obrigatorio-apenas-em-2016

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Ministro e o adiamento do Acordo Ortográfico



O ministro brasileiro da Educação, Aloísio Mercadante, afirmou esta sexta-feira que está a estudar o adiamento, por três anos, a obrigatoriedade do Novo Acordo Ortográfico, para o início de 2016.
  
A proposta de adiamento foi "recomendada" pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, mas também passará pela avaliação da Educação, antes de se tornar num decreto presidencial, afirmou Mercadante à agência Lusa, durante jantar de comemoração do centenário da Câmara Portuguesa de Comércio de São Paulo.
  
Esta sexta-feira, o senador Cyro Miranda, membro das comissões de Educação e de Relações Exteriores do Senado brasileiro, afirmou que o Governo brasileiro prepara um decreto presidencial para adiar a vigência obrigatória do acordo, concebido após o texto receber críticas de professores brasileiros de renome.
  
"É muito importante, além do acordo, simplificar a nossa ortografia, para poder facilitar o interesse do estrangeiro no português, sem prejudicar a nossa erudição e a cultura. Com a mesma ortografia, poderemos ser uma língua da ONU", disse o ministro da Educação brasileiro.
  
De acordo com Mercadante, o actual acordo faz o papel de simplificar a ortografia, mas ainda está "muito aquém do que se poderia".
  
Sobre o reconhecimento dos diplomas portugueses de engenharia no Brasil, Mercadante afirmou que o acordo firmado este ano entre entidades de reitores dos dois países está a tornar o processo mais rápido.
  
Segundo ministro, os próximos passos serão definidos no primeiro trimestre de 2013, altura em que tem programada uma visita a Portugal.  

Fonte: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=26&did=88283

sábado, 8 de dezembro de 2012

Um monstro de três cabeças?


Com a publicação de três vocabulário em Portugal, aqueles que são contrários ao Acordo Ortográfico, terão muito mais o que questionar.

Em  de outubro de 2009, a Porto Editora publicou o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, que teve como coordenador, o filólogo João Malaca casteleiro.

Em janeiro de 2011, graças à Resolução nº 8, o Vocabulário Ortográfico Português foi lançado pelo Instituto de Linguística Teórica e Computacional.

No dia 5 passado, a Academia das Ciências de Lisboa lançou o Vocabulário Atualizado da Língua Portuguesa.

Três vocabulários para o mesmo país? Como fica o ensino? E quanto aos professores, qual será o preparo dado a eles se há três vocabulário no mercado?


O Decreto já está pronto


A prorrogação  da vigência obrigatória do Acordo Ortográfico, inicialmente  para 1º de janeiro de 2013, deve ser concretizada até à próxima quinta-feira, declarou à Lusa o senador Cyro Miranda

O texto do decreto presidencial, segundo o senador  Miranda, já está pronto no Ministério das Relações Exteriores, esperando as assinaturas do ministro Antônio Patriota, titular da pasta e da presidente Dilma Rousseff.

"Não tem a menor condição de entrar (em vigor) no dia primeiro. O Acordo é uma 'colcha de retalho' e muitos professores ainda não sabem como aplicá-lo", disse o senador à Lusa, por telefone.

Fonte: http://www.publico.pt/cultura/noticia/governo-brasileiro-vai-adiar-obrigatoriedade-do-acordo-ortografico-para-2016-1576581

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Vocabulário Atualizado da Língua Portuguesa


No dia 05 de dezembro de 2012, a Imprensa Nacional Casa da Moeda e a Academia das Ciências de Lisboa assinalam o lançamento do Vocabulário Atualizado da Língua Portuguesa, às 18h, no Salão Nobre da Academia das Ciências de Lisboa, com apresentação de Artur Anselmo, Presidente do Instituto de Lexicografia e Lexicologia da Academia das Ciências de Lisboa.
Com a coordenação de Maria Helena da Rocha Pereira, Aníbal Pinto de Castro e Telmo Verdelho, esta edição vem promover o uso do novo Acordo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, proposto em 1990 pela Academia das Ciências de Lisboa, a Academia Brasileira de Letras e os representantes dos cincos países africanos de língua oficial portuguesa, e aplicado ao sistema educativo português no ano letivo 2011-2012.
O Vocabulário Atualizado da Língua Portuguesa, embora dê sequencias às edições anteriores de 1940, 1947 e 1970, foi elaborado inteiramente de novo, elegendo um corpus de 70.000 entradas e procurando corresponder à dimensão mediana requerida nas nomenclaturas dos dicionários práticos atuais, que poderão encontrar neste Vocabulário uma fonte de referência.
A elaboração e publicação do Vocabulário Atualizado da Língua Portuguesa é uma competência da Academia das Ciências de Lisboa.

Vocabulário Atualizado da Língua Portuguesa
Organização: Instituto de Lexicografia e Lexicologia da Academia das Ciências de Lisboa
Coordenação: Maria Helena da Rocha Pereira, Aníbal Pinto de Castro e Telmo Verdelho
Edição: Imprensa Nacional Casa da Moeda e Academia das Ciências de Lisboa


Maria Helena da Rocha Pereira

Formada em Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1947).
Doutora em Letras pela Universidade de Coimbra (1956).
Sócia Efetiva da Classe de Letras da Academia das Ciências de Lisboa desde 1991.

Aníbal Pinto de Castro

Licenciado em Filologia Românica pela Universidade de Coimbra (1973).
Doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de Coimbra (1981).
Sócio-correspondente da Academia das Ciências de Lisboa desde 1987 e sócio-efetivo desde 1999
Faleceu em 7 de outubro de 2010.

Telmo Verdelho

Licenciado em Filologia Românica pela Universidade de Aveiro (1973).
Doutor em Linguística Portuguesa pela Universidade de Aveiro (1988).

Fonte: http://www.pensarlisboa.com/2012/12/vocabulario-atualizado-da-lingua.html

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Palestra sobre a Nova Ortografia



No dia 11 de dezembro de 2012, às 14h farei uma palestra sobre a nova ortografia, na Biblioteca Comunitária Ler é Preciso, localizada na Rua Treze de Maio, S/N, anexa ao antigo fórum, Garanhuns, PE.

O título: O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA: o que mudou e as suas incoerências.

Pretendo apresentar algo para que professores de português e estudantes de letras, bem como o público em geral reflita sobre as mudanças ortográficas propostas.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Gramática Reflexiva: Texto, Semânica e Interação



O livro - Gramática Reflexiva: Texto, Semântica e Interação, traz uma abordagem de situações cotidianas, com textos de jornais e revistas, letras de músicas, cartuns e quadrinhos, para fazer o aluno refletrir sobre a língua falada e escrita. Elaborada a patir das indicações feitas pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN's) e das contribições da linguística aplicada ao ensino da língua portuguesa. A obra estimula e enriquece ainda mais o ensino e aprendizagem da gramática. Grande quantidade de exercícios estimulantes e desafiadores para os alunos. Conteúdos quase inexistentes em outras obras, como variedades linguísticas, adequação social, intencionalidade discursiva, textualidade e discurso, repertório cultural e outros.

Autores:

William Roberto Cereja

Doutor em Linguística Aplicada e Análise de Discurso pela
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Mestre em Teoria Literária pela Universidade de São Paulo
Graduado em Português - Linguística pela  Universidade de São Paulo.

Thereza Cochar Magalhães

Mestra em Estudos Literátios pela Unesp de Araraquara, SP.
Graduada em Português- Francês pela FFCL de Araraquara,SP.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Senador Cyro Miranda e o Acordo Ortográfico


Em reunião no Palácio do Planalto com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, o senador Cyro Miranda (PSDB/GO) pediu que o Governo Federal adie para 2019 o prazo da entrada em vigor do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. No encontro, o senador pediu apoio para aprovação do Projeto de Decreto Legislativo que tenta solucionar dúvidas levantadas por gramáticos e por outros países que ratificaram o Acordo. Segundo o senador:"temos um acordo ultrapassado, do século passado, feito na base do decoreba. Queremos que a nova ortografia leve o aluo ao raciocínio, não a decorar regras e exceções".

No Brasil, a previsão para a Nova Ortografia entrar em vigor é janeiro de 2013. Duasa audiências públicas realizadas no Senado com professores e estudiosos da língua mostraram que as divergências existentes entre os textos do Acordo asinado em 1990 e o Vocabulário Ortográfico prejudicam a padronização pretendida. Durante os debates os professores afirmaram haver inadequação do Acordo aos padrões didáticos atuais, desvalorizado o raciocínio e o entendimento do aluno. Enquanto Portugal prorrogou para 2015 o prazo de vigência da Nova Ortografia, países como Angola e Moçambique optaram por não implementar o Acordo, alegando que a existência de regras confusas, listas de exceções, incoerências e contradições fortalecem  argumento de que "nem mesmo os professores de português aprendem tais regras". Em Cabo Verde o período de transição é maior e somente em 2019 a Nova Ortografia começará a valer.

"O que o Brasil quer é o mesmo prazo, 2019. Até lá, teremos mais tempo para ouvir os professores, que ó foram ouvidos recentemente, nas audiências públicas do Senado. Temos de simplificar a ortografia", afirma Cyro.

Ao final da reunião, Cyro Miranda  disse que Gleisi Hoffmman recebeu bem o pedido e prometeu o empenho do Governo na questão. "A ministra acha que até mesmo o prazo de Portugal, de 2015 e pouco. Em menos de 5 anos não se faz uma mudança dessa".

Fonte: http://www.lidpsdbsenado.com.br/2012/11/cyro-quer-adiar-entrada-em-vigor-do-novo-acordo-ortografico/

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Decreto do Governo Poderá Adiar Acordo


Alvo de controvérsia e ressentimento entre países  de língua portuguesa, o novo Acordo Ortográfico deverá ter a implantação adiada do Brasil por meio de decreto. O assunto foi discutido nessa quarta-feira (28) na reunião entre representantes do ministério das Relações Exteriores,  Cultura, Educação e Casa Civil, mas a decisão cabe à presidente Dilma Rousseff, que dará a palavra final.

A previsão era a de que a transição entre a norma ortográfica em vigor e a nova fosse concluída em 31 de dezembro de 2012.

Segundo o Estado apurou, o Governo já admite alterar a implantação do Acordo para 1º de janeiro de 2016 - um tempo extra de três anos.  O Itamaraty ficará encarregado de construir o texto do novo decreto.

Na terça-feira (27), a ministra da Casa Civil, Gleise Hoffmann, ouviu o apelo por um prazo maior de uma comissão formada pelos senadores Lídice da Mata (PSB-BA) e Cyro Miranda (PSDB-GO) e pelo professor Ernani Pimentel, idealizador do Movimento Acordar Melhor, que propõe a simplificação ortográfica.

"Não houve planejamento (para que o Acordo fosse implantado), assinaram há quatro anos esse Acordo com essa data, mas ninguém se mobilizou para colocá-lo em prática. as coisas foram andando a passos de tartaruga" critica Miranda. "Imagine um vestibular sem os alunos saberem as regras", completa.

Entre outras coisas, o Acordo Ortográfico suprime o trema - a exceção fica para os nomes estrangeiros -, retira o acento dos ditongos abertos "ei" e "oi" das palavras paroxítonas (como assembleia e ideia), aletra as regras do hífen e inclui as letras "K", "W" e "Y" no alfabeto português. Procurado pela reportagem, o Ministério da Educação (MEC) informou que todos os livros didáticos do ano que vem vão respeitar o novo Acordo.

"Há uma necessidade de adiamento porque a implementação está sendo muito precipitada, havendo choque entre a filosofia que norteou esse Acordo e a filosofia que norteia a educação moderna. Ouvi da delegação de Moçambique, de Angola, que os professores não aprendem essas regas, e no Brasil também não" afirma Pimentel. O manifesto do professor por uma ortografia brasileira "com base racional, objetiva, sem exceções", já recebeu mais de 20 mil assinaturas.

Para Pimentel, as autoridades brasileiras estão percebendo que há necessidade de fazer ajustes. "O grande problema desse Acordo é que veio fora de época, nasceu velho, o estudante quer raciocinar para entender, não para decorar" critica. "Como vou ensinar que cor de capim é sem hífen, cor de qualquer coisa é sem hífen, mas cor-de-rosa é com hífen?", completa. O cronograma da implantação foi assinado pelo então  presidente Luiz Inácio Lula da Silva em setembro de 2008, na Academia Brasileira de Letras (ABL).

Fonte: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/decreto-do-governo-pode-adiar-acordo-ortografico?page=1


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Novos diplomados em Português no Timor-Leste.


Desde 2000, ano em que o então Instituto Camões iniciou sua intervenção no Timor-Leste, cooperando com a Universidade Nacional de Timor-Leste, 81 timorenses concluíram a sua formação superior na área de Língua Portuguesa: 45 licenciados e 36 bacharéis.

Neste 27/11/2012 vinte e três novos alunos  recebem seus Diplomas de Licenciatura em Ensino da Língua Portuguesa e um aluno recebe o Diploma de Bacharel em Língua Portuguesa pela Universidade Nacional de Timor-Leste.

A cerimônia acontece no Centro de Convenções Dili.

Fonte: http://www.instituto-camoes.pt/timor-leste-23-novos-licenciados-em-ensino-da-lingua-portuguesa

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

José Sarney e o descaso com o Acordo Ortográfico


José Sarney de Araújo Costa nasceu em Pinheiro (MA), a 24 de abril de 1930. bacharelou-se em Direito na Universidade Federal do Maranhão em 1953. época em que ingressou na Academia Maranhense de Letras. Ingressou na carreira política em 1954, quando filiado ao Partido Social Democrático (PSD), foi eleito suplente de deputado federal. Assumiu pela primeira vez a vaga na Câmara dos Deputados em 1955.

Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 17 de julho de 1980 e recebido em 6 de novembro de 1980, passando a ocupar a Cadeira nº 38. José Sarney é também membro correspondente da Academia das Ciências de Lisboa.

Em 15 de março de 1985, por motivo da Morte de Tancredo Neves, assumiu a Presidência do Brasil.

No ano de 1986, aconteceu o Encontro para a Unificação da Língua Portuguesa, que reuniu no Rio de Janeiro, na Academia Brasileira de Letras, por iniciativa de José Sarney e operacionalização do filólogo Antônio Houaiss, representantes convidados de seis das  sete nações lusófonas que à época, adotavam o português como língua oficial: Brasil, e Portugal, Angola, cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau. (Cf. Proença, Domício Filho. NOVA ORTOGRAFIA DA LÍNGUA PORTUGUESA; Domício Proença Filho, p 29).

José Sarney nunca participou das audiências públicas realizadas em 04 de novembro de 2009, 04 de abril de 2012 e 29 de agosto de 2012. Outros senadores se posicionaram, a Academia Brasileira de Letras não esteve presente, uma prova de que não ligam nem um pouco.


domingo, 18 de novembro de 2012

Mais um site para nossa consulta


Qualquer um pode acessar o site Centro de Linguística da Universidade de Lisboa.

O Corpo de Referência do Português Contemporâneo é um vasto corpus eletrônico da variedade europeia do Português e de outras variedades (Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Goa, Macau, Timor-Leste). Contendo 311,4 milhões, este corpus abrange diferentes tipos de textos escritos (literários, jornalísticos, técnico etc.) e de registros orais (formal e informal).

O subcorpus escrito no CRPC  (309 milhões de palavras) pode ser pesquisado online e subparte do corpus encontram-se disponíveis para dowload ou para compra no catálogo no ELDA.

Em sua equipe encontramos:

Amália Mendes.

Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas (Estudos Portugueses e Franceses) pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1989).
Mestra em Linguística Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Doutora em Linguística Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Luisa Alice S. Pereira.

Licenciada em Filologia Clássica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa .
Mestra em Linguística Portuguesa Descritiva pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.


Maria Fernanda Bacelar do Nascimento.

Licenciada em Filologia Românica pela Faculdade de Letras de Lisboa .
Investigadora Auxiliar da Carreira de Investigação do Instituto Nacional de Investigação Científica.
Investigadora Principal da Carreira de Investigação do Ministério da Educação.

Fonte: http://www.clul.ul.pt/pt/recursos/183-crpc#team

sábado, 17 de novembro de 2012

Aluna aprovada nas Olimpíada da Língua Portuguesa


A professora da Escola Craveiro Costa, Mirna Sueby Martins e a aluna do 1º ano, Aline da Conceição Andrade, 16 anos, foram classificadas para participar da fase final da Olimpíada Nacional da Língua Portuguesa, na categoria textual (crônica). A fase final acontece no dia 10 de dezembro deste ano, em Brasília. Na primeira etapa, aluna e professora conseguiram êxito concorrendo com mais de três milhões de inscritos de cinco mil escolas públicas de todo o País.

A professora Mirna Suerby, informou que a escola criou uma comissão para avaliação dos seguintes quesitos: crônicas e texto de opinião. Ele explicou ainda, que foi trabalhando um período de três meses com s alunos dentro da sala de aula. Depois foi feita a escolha do texto da aluna Aline, do 1º ano do Ensino Médio com a crônica "No Casulo de Agosto: Onde a Metamorfose Acontece".

Fonte: http://www.juruaonline.com.br/11/15/aluna-do-craveiro-costa-participara-da-final-da-olimpiada-de-lingua-portuguesa-em-brasilia/

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Língua Portuguesa na era Digital



Antonio Branco, professor do Departamento de Informática da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, é o coordenador do estudo agora publicado como livro branco, sob o título "A Língua Portuguesa na Era Digital", pela editora internacional Springer Velag.

"Apesar de ter um grande número de falantes em nível mundial, com 220 milhões, se não forem tomadas certas medidas, corremos o risco de o português perder relevância na sociedade de informação", disse o responsável à agência Lusa, antes do lançamento da obra, na Fundação Calouste Guilbenkian.

"A Língua Portuguesa na Era Digital" faz parte de uma coleção de livros brancos sobre "As Línguas na União Europeia da Sociedade de Informação", resultado de um projeto que abrange 30 línguas europeias.

Este estudo foi realizado por duzentos especialistas pela META-NET, uma rede europeia que engloba 53 centros de investigação em 34 países.

Questionado pela agência Lusa sobre a posição da língua portuguesa neste universo, Antonio Branco revelou que "há muitos  hiatos entre o inglês e qualquer outra língua. Em particular, em relação ao português, o hiato é maior".

"O inglês surge com 943 referências, e o português com 47 referências", disse à Lusa.

O livro, sublinhou Antonio Branco, foi feito com o objetivo de trazer ao conhecimento do público em geral, das comunidades dos linguistas, dos jornalistas, e dos decisores políticos em que consiste
a tecnologia da linguagem e a sua importância no futuro das línguas, em particular, o português.

Na obra também estão incluídas as recomendações sobre as medidas mais urgentes a serem tomadas nessa área, sobretudo com a articulação de política de língua, e de política de investigação e desenvolvimento de investigação científica, com programas específicos multidisciplinares.

Fonte: http://blog.lusofonias.net/

Universidade de Lisboa e Universidade Técnica


O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira (16/11/2012) a fusão da Universidade de Lisboa e da Universidade Técnica de Lisboa.

Segundo o diploma aprovado, a nova instituição será denominada Universidade de Lisboa, sendo dado "um importante passo na construção de uma nova universidade de investigação comprometida com o ensino e a inovação".

A fusão prevê a integração do Estádio Universitário como serviço comum da nova instituição, mantendo o serviço que presta à comunidade acadêmica e ao público.

Fonte: http://www.noticiasgrandelisboa.com/2012/11/16/universidade-lisboa-e-universidade-tecnica-passam-a-ser-uma-so-entidade/

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

VII Congresso Internacional


A Associação Brasileira de Linguística (ABRALIN) e o Programa de Pós-graduação em Estudos da Linguagem da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) promoverão o VII Congresso Internacional e o XXI INSTITUTO DA ABRALIN, a realizar-se no período de 28 de janeiro a 6 de fevereiro de 2013, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Serão aceitas inscrições para comunicações orais em Grupos Temáticos, apresentação de pôsteres e inscrições em minicursos.

Outras informações: http://www.abralin.org/site/abralin-2013/

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Brasil e o Acordo Ortográfico


Enquanto em Portugal há uma grande resistência em relação ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, chegando mesmo a voltar à grafia anterior devido ao fato da Resolução nº 8 de 25 de janeiro de 2011 não ter força de lei, ui no Brasil a questão é diferente.

Primeiro, trata-se do Decreto nº 6.585 de 29 de setembro de 2008 que determina um prazo de transição a partir de 1º de janeiro de 2009 até 31 de dezembro de 2012. Nesse prazo valem as duas grafias. Só em 1º de janeiro de 2013 apenas a nova ortografia estará em vigor. Aí está algo interessante para se avaliar.

Se no Brasil há professores promovendo Curso de Atualização em Língua Portuguesa e o Acordo Ortográfico, muitas universidades também estão começando a cobrar a nova ortografia nos vestibulares, ainda há como aprender pela internet, boa parte dos professores de língua portuguesa desconhece o que mudou e o que não mudou com a nova ortografia.

Se antes havia incerteza sobre a nova ortografia por parte dos especialistas de língua portuguesa, atualmente as dúvidas aumentaram. O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa trouxe mais complicação ao texto.

Isso sem falar que segundo o Decreto nº 6.583 de 29 de setembro de 2008, em seu artigo 3º determina que o texto deveria ter sido submetido ao Congresso Nacional antes de qualquer revisão, o que não aconteceu.

Por isto, a Senadora Ana Amélia (PP/RS) e o Senador Cyro Miranda (PSDB/GO) entraram com um Projeto de Decreto Legislativo nº 498/2012) para que o prazo de transitoriedade do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa se estenda até i final de 2019, tempo suficiente para os especialistas brasileiros e dos demais países lusófonos participem da revisão do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Acordo Ortográfico deve ter prazo estendido


Numa entrevista à Rádio Senado, o senador Cyro Miranda (PSDB/GO) comentou sobre a adaptação dos brasileiros às novas regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que entrou em vigor no Brasil em 1º de janeiro de 2009. Para os senadores Cyro Miranda e Ana Amélia (PP/RS), autores do Projeto de Decreto Legislativo (PDL 498/2012), os brasileiros precisam de mais tempo para se adaptar à nova ortografia.

"O assunto demanda maior tempo de maturação e também uma integração mais ampla com os demais Estados envolvidos. O objetivo do projeto é estender o período de transição em sete anos, até o final de 2019. O país não se preparou para isso, vai dar uma confusão tremenda. Não houve estudos, não nos integramos com os outros países de língua portuguesa e nós não temos a menor condição de implantarmos do jeito que está. Vai dar uma confusão total na língua portuguesa. Isso vai ter reflexos em vestibulares, nos alunos, nas nossas escritas", afirmou Cyro Miranda.

Fonte: http://www.lidpsdbsenado.com.br/2012/08/cyro-afirma-que-prazo-para-implantacao-do-novo-acordo-ortografico-precisa-ser-estendido/

Reportagem datada de 31 de agosto de 2012

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Minha apresentação na FAFICA



Ontem apresentei no XI Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Caruaru, "Como Avaliar uma Escola de Língua". Foi um momento muito interessante porque após as apresentações, pudemos debater sobre as questões do ensino, e depara reflexão:

Se para ensinarmos a língua portuguesa, temos de obter a Licenciatura em Letras, por que aceitar que um nativo, apenas por ser nativo da língua possa ensinar sem ter o devido preparo? E se nós, estudantes de língua inglesa ou língua espanhola buscamos obter um certificado do proficiência na língua, como podemos nos basear em nativos estrangeiros que não têm esse mesmo cuidado de ter a proficiência na língua portuguesa e se negam a passar por um preparo metodológico.

domingo, 30 de setembro de 2012

Site para quem quer aprender a Nova Ortografia



Um site que ajuda a quem pretende aprender a nova orografia chamado Um Português.com está fazendo muita gente tirar a aprender as novas regras. Nele é possível escrever um texto na antiga ortografia como uma fora de exercício e logo será   mostrado o que deve ser mudado segundo as novas regras.

sábado, 29 de setembro de 2012

Último ano de transição do Acordo Ortográfico



Hoje, 29 de setembro de 2012 , precisamos lembrar que o dia 31 de dezembro será  o último dia a vigorar as duas grafias no Brasil, ao passo que no primeiro dia de janeiro de 2013 apenas a Nova Ortografia estará valendo em território nacional.

Foi no dia 29 de setembro de 2008, quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o Decreto nº 6.583/2008, na Academia Brasileira de Letras determinando a entrada em vigor do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa a partir do dia 1 de janeiro de 2009, e que a nova e a antiga ortografia estariam em vigor até o dia 31 de dezembro de 2012.

Precisamos ficar atentos às publicações de manuais explicando a nova ortografia, bem como as gramáticas  e os livros didáticos que já se encontram conforme a Nova Ortografia. Há cursos pela internet e diversos autores fazem palestras nas diversas comunidades brasileiras.

O melhor modo de aprender, no entanto, é lendo e escrevendo sem preocupação com as regras, mas para quem se prepara com o fim de passar em concursos, temos no mercado uma variedade de livros conforme a nova ortografia.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Livros trazem a Nova Ortografia



A maioria dos livros no Brasil já trazem a Nova Ortografia. Não há motivo para desespero porque ainda estamos em fase de transição até 31 de dezembro deste ano. Contudo, no caso de haver uma alteração par que esse prazo se prolongue até 2019, como foi proposto pela senadora Ana Amélia (PP-RS), teremos mais tempo para uma adaptação.

Em qualquer livraria podemos encontrar livros com a nova ortografia, como também temos explicações em blogs e sites sobre o Acordo Ortográfico.

Para começar, precisamos buscar os autores de maior peso, como por exemplo, Evanildo Bechara.

Integrante da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da Academia Brasileira de Letras, foi responsável pela elaboração da 5ª edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, e também da 2ª edição do Dicionário Escolar da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras.

Lançou a Moderna Gramática Portuguesa, 37ª edição atualizada pelo novo Acordo Ortográfico, lançou ainda Gramática Escolar da Língua Portuguesa, 2ª edição ampliada e atualizada pelo novo Acordo Ortográfico.

Também está no mercado a Nova Gramática do Português Contemporâneo, de Celso Cunha e Lindley Cintra, 5ª edição de acordo com a nova ortográfica.

Temos também Gramática Normativa da Língua Portuguesa, de Rocha Lima, 48ª edição revista segundo o novo Acordo Ortográfico.

Todos os livros didáticos já se encontram segundo a nova ortografia.



quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Bechara faz Palestra sobre o Acordo Ortográfico



Evanildo Bechara defendeu a implantação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, apesar de considerar que o Brasil cedeu demais no acordo. O filólogo fez palestra que encerrou o ciclo Entre a Gramática e a Linguística, realizada no dia 18 de setembro de 2012 na sede da Academia Brasileira de Letras.

O Acordo assinado em setembro de 2008 deverá entrar em vigor de forma plena em 1º de janeiro de 2013. Dos oito países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), apenas Angola não aderiu ao documento.

Bechara explicou que os linguistas de Portugal, mesmo quando defendiam a manutenção do acordo ortográfico anterior, de 1945, não apresentavam uma quantidade grande de alterações ortográficas em seu país com o novo acordo, principalmente se comparado ao português brasileiro.

Segundo o acadêmico, quem mais cedeu no acordo foram os brasileiros, principalmente nas regras da hifenização e acento diferencial. Apesar disso, Bechara considera o acordo benéfico, pois, para ele, trata-se de uma atualização necessária da própria língua portuguesa.

Fonte: http://www.assufemg.org.br/2012/09/brasil-cedeu-mais-que-portugal-no-acordo-ortografico-diz-membro-da-academia-brasileira-de-letras/#more-5340

Declaração do PEN Clube Internacional sobre o AO






O Comité de Tradução e Direitos Linguísticos (CTDL) do PEN Internacional foi solicitado a comentar o Acordo entre os Estados de língua portuguesa empenhados num programa de estandardização ortográfica (Acordo Ortográfico de 1990/AO 1990). Esse pedido para examinar as alterações propostas foi iniciado pelo Centro português do PEN, cujos membros se opõem maioritariamente à estandardização internacional proposta. O encontro do CTDL em Barcelona (4-6 de Junho de 2012) expressou uma grande simpatia pela posição do PEN português e pediu que o Acordo internacional fosse examinado. Deve ser dito que muitos outros escritores, figuras públicas e linguistas questionam igualmente se as tentativas de aproximação de um Português estandardizado e universal serão uma boa ideia.

A história de tais tentativas no mundo lusófono apenas demonstrou quão difícil é tal questão. Em anexo com tentativas anteriores é adicionado no final do texto. Mais do que uma vez essas tentativas fracassaram.

Em comparação com a história recente de outras línguas internacionais, pode ver-se também que a ideia de estandardização além-fronteiras tem sido rejeitada mais vezes do que aceite.

Aparentemente, as duas forças condutoras por detrás do plano de estandardização do Português são de natureza administrativa e comercial. Se assim é, trata-se de fracos pontos de partida que podem prejudicar seriamente a língua portuguesa. Uma língua não é, primariamente, um instrumento administrativo ou comercial. Estes aspectos equivalem a actividades superficiais e utilitárias que requerem o que poderia chamar-se dialectos simplificados, tangenciais à língua viva. Uma língua viva favorece a criatividade, a imaginação, a iniciativa científica; ela adapta-se ao mundo real no qual vivem pessoas com as suas múltiplas diferenças e particularidades.

Tentar centrar uma língua em prioridades administrativas e/ou comerciais é enfraquecê-la ao atacar a sua complexidade e criatividade inata a fim de promover métodos burocráticos de natureza pública e privada.

No que diz respeito aos precedentes históricos, não é claro que essa iniciativa seja o resultado de uma reflexão clara sobre experiências ocorridas noutros lugares. Por exemplo, é amplamente aceite o facto de a tentativa centralizante, ao longo de vários séculos, para criar e manter um Francês universal, como foi levada a cabo em Paris, teve o efeito de alienar, a longo prazo, as populações em relação a essa língua sempre que era oferecida uma alternativa através de outras línguas mais abertas à criatividade local. Um resultado negativo prático foi um efeito de refrear a criação natural de vocabulário, seguido de uma retracção do vocabulário. A força motriz da língua francesa hoje em dia, com origem em todas as suas bases pelo mundo fora, é de tender para uma inclusão das diferenças na língua. O resultado é a possibilidade crescente de uma atmosfera nova e muito positiva em torno do Francês, por exemplo em África.

No que toca ao Inglês, houve tentativas equivalentes para uma aproximação universal no tempo do Império Britânico. Contudo, a força das regiões anglófonas (situação similar à do Português) levou a que tais regras tivessem sido quebradas tanto internacional como naturalmente. A força do Inglês actual é amplamente atribuída à sua abertura face às diferenças – a diferentes gramáticas, ortografias, palavras e, na realidade, significados. Uma das características mais positivas de qualquer língua internacional é o facto de palavras, ortografias, gramática, frases e sotaques assumem significados assaz diferentes como resultado de experiências locais ou regionais. Estas diferenças fazem frequentemente o seu caminho para além das fronteiras e são absorvidas por outras regiões anglófonas. É a natureza competitiva, independente e divergente das regiões inglesas que se tornou na marca distintiva da sua força – a sua criatividade quer na ciência, na literatura, no negócio ou, de facto, nas ideias. Existem tentativas constantes de ‘normalizar’ ou ‘centralizar’, tais como a norma estilística de Chicago. Contudo, tais tentativas, mais do que qualquer outra coisa, vão ao encontro das forças reais das línguas.

Exactamente o mesmo argumento poderia ser apontado para explicar a força crescente do espanhol como língua internacional. São precisamente as diferenças locais, nacionais e hemisféricas dentro da língua espanhola que lhe conferem uma força crescente. As diferenças nutrem-se mutuamente. A criação do Dicionário da Real Academia Espanhola, em cooperação com as Academias de língua espanhola em todo o mundo, tinha como objectivo incluir todas essas diferenças. Neste sentido, a tendência para uma celebração das diferenças dentro da língua espanhola foram paralelas à mesma abordagem, adoptada pelos maiores dicionários da língua inglesa.

Tanto quanto podemos ver, não há nada na iniciativa portuguesa que faça mais do que limitar a força natural da língua, tentando limitar a sua criatividade através de um colete-de-forças de regras burocráticas. Por exemplo, ao propor essa estandardização como requisito para os manuais escolares, as autoridades estarão efectivamente a limitar a criatividade de escritores em muitas partes do mundo lusófono. Tão pouco existe qualquer indicação de que tal estandardização conduza a um aumento no comércio dos livros entre as várias partes do mundo lusófono.

Finalmente, deveria ser sublinhado o facto de terem sido feitas numerosas excepções à proposta de estandardização, criando assim um conjunto de contradições linguísticas burocráticas que interferem com a configuração das diferenças que é real, original e criativa.

Estamos desapontados pelo facto de as autoridades que, qualquer que seja o seu poder, não possuem real competência em relação ao modo como as línguas vivem e crescem, tentarem limitar a força do Português ao imporem regras artificiais destinadas a minar a força de todas as línguas – ou seja, a sua capacidade de se reinventarem constantemente. Para isto, uma simples aceitação de uma diversidade de abordagens, habitualmente emergindo de diferentes regiões, é essencial. Duvidamos muitíssimo que essa proposta de estandardização produza outros efeitos para além de burocratizar os textos usados nas escolas, separando assim os alunos da real criatividade da língua portuguesa, nos planos regional e internacional.


PEN Internacional condena o Acordo Ortográfico




A organização literária PEN Internacional condenou por unanimidade o Acordo Ortográfico (AO), dizendo em comunicado que a estandardização da língua portuguesa é uma proposta de natureza administrativa e comercial. Tentar centrar uma língua nestas propriedades "é enfraquecê-la", defendem.

Numa nota assinada por Tereza Salema, Presidente do PEN Clube Português, e Maria do Sameiro  Barroso, vice-presidente, que levaram o tema ao 78º Congresso do PEN Internacional, que reuniu até sábado na Coreia do Sul delegações do PEN de 87 países, as dirigentes  escreveram que "todos sentiram o caráter nocivo e desestabilizador de uma medida que fere os princípios pedagógicos da democracia, nomeadamente a intenção de contribuir para um aprofundado contato de amplas camadas das populações com a diversidade linguística e a herança cultural".

O tema já tinha sido levado à comunidade internacional em junho deste ano quando o PEN Clube Português se mostrou preocupado com a discórdia em torno do AO. Na altura a organização lamentou a medida e sublinhou a falta de opções para os escritores que são contra a sua aplicação, argumentando que esses ou se submetem à nova ortografia, mesmo que vá contra os seus ideias, ou correm o risco de não verem as suas obras publicadas.

Fonte: http://ilcao.cedilha.net/



III Congresso de Letras Faculdades Santa Cruz



Será realizado nos dia 26, 27 e 28 no mês de setembro de 2012 o  III Congresso de Letras das Faculdades Santa Cruz de Curitiba - PR.

Esse evento é uma iniciativa do corpo docente do Curso de Letras. O intuito é reunir pesquisadores, professores, estudantes e egressos para uma ampla troca de conhecimentos produzidos nas seguintes áreas: literatura, linguística, ensino e educação.

Os dois primeiros congressos (realizados em 2008 e 2010) trouxeram muita experiência e mostraram algumas possibilidades de como ampliar esse evento, que já é tradicional na instituição. 

sábado, 15 de setembro de 2012

I Bienal do Livro do Agreste de Garanhuns


De 9 a 16 deste mês acontece a I Bienal do Livro do Agreste de Garanhuns, e nos dias 11 e 14 fiz uma apresentação sobre O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA: o que mudou e suas incoerências.

A apresentação se deu no espaço Café Literário (no dia 11/09/2012, às 17h e no dia 14/09/2012 às 19h), tendo como público alvo: professores de português, estudantes de letras, escritores, etc.

Ao fazer um percurso sobre a história da Ortografia e do Acordo Ortográfico procurei mostrar como está o debate feito por especialistas em língua portuguesa, especialistas em direito constitucional e especialistas em direito internacional em relação da inviabilidade do Novo Acordo Ortográfico que está mais para um desacordo. 
   

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Divulgado Edital para Docentes no Timor-Leste


A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou ontem (13/09/2012) o edital nº 45/2012, relativo ao Programa de Qualificação de Docentes e Ensino da Língua Portuguesa no Timor-Leste (PQLP) que tem como objetivo selecionar bolsistas para atuar na qualificação de docentes e ensino da língua portuguesa no Timor-Leste.

O programa prevê até 50 bolsas co duração de seis meses, podendo ser prorrogadas. Serão selecionados até 44 bolsistas na modalidade Estágio Docente e até 6 bolsistas na modalidade Articulador Pedagógico. Também serão selecionados, adicionalmente, até dez candidatos para compor o cadastro reserva de bolsistas das modalidades Estágio Docente e Articulador Pedagógico, com o intuito de preencher eventuais vacâncias e/ou interesses do PQLP.

Aqueles que cumprirem os requisitos descritos no edital podem fazer inscrições até o dia 24 de agosto, exclusivamente pela internet, mediante preenchimento do formulário de inscrição online. Ao formulário de inscrição, deverá ser anexada a documentação descrita no edital. O resultado está previsto para ser divulgado a partir de novembro deste ano e as atividades estão previstas para serem iniciadas no mesmo mês.

Fonte: http://www.portalcodisma.com.br/?p=17085

sábado, 1 de setembro de 2012

Proposta de Ana Amélia de mais seis anos






A senadora Ana Amélia (PP-RS) propõe que o Brasil avance mais devagar na implantação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Ela é autora de projeto que estende por mais seis anos, até o fim de 2019, o período de coexistência entre as normas ortográficas atualmente em vigor e as estabelecias do acordo firmado pelos países que adotam o português como língua oficial.

O chamado período de transição deve acabar no fim deste ano, como definido pelo decreto do Executivo que promulgou o Acordo, publicado em 2008.

Se tudo ocorrer dentro do esperado, portanto, a partir de 1º de janeiro de 2013 concursos e provas escolares deverão cobrar o uso correto da nova ortografia. Documentos e publicações devem também circular perfeitamente adaptados.

A adequação dos livros didáticos começou em 2009, quando o Acordo entrou em vigor e começou o período de transição. Para a senadora Ana Amélia, no entanto, o prazo de adaptação foi curto. Por isso, ela apresentou essa semana um projeto de decreto legislativo (PDS 498/2012) para tentar a prorrogação.

"O assunto demanda maior tempo  de maturação, bem como integração mais ampla com os demais países envolvidos", defende a senadora na justificação da proposta.

Como observa Ana Amélia, todos os signatários do Acordo adotaram período de transição mais longos. Em Portugal, por exemplo, o período de convivência com as duas normas vai até 2015. Em Cabo Verde, o prazo só acabará em 2019, o mesmo que a senadora pretende para o Brasil.

Controvérsias


Para a senadora, é preciso mais tempo para a solução de pontos controversos indicados por gramáticos dos países lusófonos. Ela lembrou que audiências públicas no Senado também evidenciaram divergências entre o texto do acordo e o Vocabulário Ortográfico da língua Portuguesa, o que prejudica a padronização gráfica pretendida.

A seu ver, o acordo também não está adequado aos padrões didáticos atuais, desvalorizando o raciocínio e o entendimento dos alunos. “Pensado em 1975 e assinado em 1990, ele reflete a visão pedagógica daquela época, baseada principalmente no decorar”, argumenta.

Ana Amélia lembra que o acordo produziu efeitos sobre pontos que sequer estavam sob sua mira, como a unificação da grafia das palavras. Como exemplo, citou a supressão do trema, eliminado com se fosse apenas um sinal ortográfico, embora seja ortofônico, ou seja, um indicador de pronúncia. Como entende, a supressão dificulta a correta aprendizagem do som.

Essa mudança na língua portuguesa, na avaliação da senadora, devia ter ocorrido já em 1990, quando a maioria dos países que falam o português não assinou em concordância. Somente após dez anos em trâmite no Congresso Nacional é que o acordo foi sancionado pelo presidente da República e mais tarde ainda, em 2006, por mais dois países: São Tomé e Príncipe e Cabo Verde. A ratificação da reforma ortográfica por esses três países foi o suficiente para legalizá-la.

Ana Amélia argumenta ainda que até hoje os países signatários não estabeleceram um vocabulário ortográfico comum da língua portuguesa. “Com efeito, o referido vocabulário deve ser tão completo quanto desejável e tão normatizador quanto possível, no que se refere às terminologias científicas e técnicas”, defende.

Tramitação

O projeto de decreto legislativo apresentado por Ana Amélia deve ser examinado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e, a seguir, pela Comissão de       Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). Depois, se aprovada em Plenário, iniciará sua tramitação na Câmara dos Deputados.


Curso Completo de Gramática Aplicada


Este livro não pretende determinada proposta teórica e, sim, divulgar uma experiência didática acumulada durante vários anos de prática docente. Nela se procurou organizar, ordenar e explicar os fatos linguísticos por meio do texto.

Concursos públicos e exames vestibulares exigem um candidato mais bem preparado, capaz de articular os níveis estruturais da língua sem limitações. Esse candidato deve entender, portanto, que o encadeamento dos enunciados de uma língua não se faz apenas consoante regras gramaticais, mas articulá-las é imprescindível.

Autor:

Fernando Moura

Licenciado em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira
Mestre em Ciênia da Linguagem
Bacharel em Direito
Especialista em Processo Civil
 

domingo, 26 de agosto de 2012

Curso de Português para Estrangeiros



Os estudantes universitários procuram cursos preparatórios do TOEFL (Text Of English as a Foreign Text). Outros se preparam no Cambridge Examinations. Alguns buscam o preparatório para o D.E.L.E. (Diploma de Español como Lengua Extrajera).

Para prepara para um teste desses o profissional precisa ter o conhecimento das duas línguas e ter o preparo em Letras. No caso do teste da língua espanhola, o professor deve está embasado na Nova Ortografia da Língua Espanhola, adotada em 2010, e preparada pelas 22 academias durante 8 anos.

O que vemos em muitos lugares como Garanhuns, por exemplo são profissionais sem formação em Letras e não se preocupam em fazer capacitação por serem nativos da língua em questão.

Aqui está uma sugestão para eles: primeiro aprendam a língua portuguesa e procurem uma pessoa capacitada para ensinar a língua falada no Brasil.  

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Termina hoje a inscrição do Celpe-Bras


Termina hoje, em várias instituições de ensino superior, a inscrição para o Celps-Bras, que avalia a proficiência dos estrangeiros em língua portuguesa.

A primeira etapa:

 De 7 a 23 de agosto de 2012 é a fase da inscrição, feita exclusivamente pela internet.

A segunda etapa:

Efetuar o pagamento da taxa de inscrição no valor de R$90,00 por depósito identificado em qualquer agência do Banco do Brasil em caixa pessoal (não em caixa eletrônico).

A terceira etapa:

O candidato deverá comparecer à instituição onde será aplicado o teste no dia 28 de agosto de 2012 das 10h às 16h.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Universidade Federal do Rio Grande  do Sul e a Universidade Federal de São Carlos são algumas delas.

Assim como os brasileiros são submetidos ao DELE para a avaliação em Língua Espanhola e ao TOEFL e o Cambridge Examinations para avaliação da Língua Inglesa, os estrangeiros que estão no Brasil e pretendem entrar em uma universidade ou exercer certas profissões são submetido ao Celpe-Bras.

sábado, 18 de agosto de 2012

Arnaldo Niskier defende o Acordo Ortográfico



O ex-presidente da Academia Brasileira de Letras defende o Acordo Ortográfico.  "Há hoje de 280 milhões de falantes da Língua Portuguesa, sendo 250 milhões de nativos e 30 milhões de segunda língua. Somos a sexta língua mais falada do mundo, o que não foi motivo ainda que ela merecesse a sua oficialização na Organização das Nações Unidas.

Resta-nos o obstáculo das diferenças que o Acordo Ortográfico de Unificação de Língua Portuguesa procura corrigir, sem buscar a unidade prosódica que seria fora de propósito. Cada país da Comunidade Lusófona deve falar preservando as suas características. Assim se garantem a variedade e a riqueza do idioma.

O Acordo entrará em vigor, definitivamente, no dia 1 de janeiro próximo. Há resistência em Portugal, com a tese absurda de que o Brasil tenta uma nova forma de colonialismo cultural com a sua implantação  ("cedências excessivas" dizem eles) ou o emprego de "bizarrices", com acusa o escritor Graças Moura.

Enquanto nossos livros, jornais e revistas adotaram a simplificação vernacular, na tera de Eça de  Queiros (1845-1900) há resistências incompreensíveis, retardando a unificação presente, de resto uma velha reivindicação lusitana, aprovada na década de 1940.

Em encontro recente, na Academia Brasileira de Leras, o filólogo Evanildo Bechara, dos mais respeitados em nosso país, recordou a defesa que da nossa língua fez o escritor José de Alencar (1829-1877) em 1º de agosto de 1865 no pósfacio de Diva.

Fonte: http://ventosdalusofonia.wordpress.com/2012/08/18/



Arnaldo Niskier é Bacharel em Matemática (1957) e Licenciado em Matemática (1958) pela UERJ. Bacharel em Pedagogia (1961) pela UEJ. Doutor em Educação (1964) pela UERJ.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Cordel Ortográfico em Cordel



Os criadores do cordel são muito competentes em sua arte. Um deles é Antonio Barreto que criou os seguintes versos:

Da regras a mais difícil
Deve ser "hifenizar"!
Não confunda, meu amigo
Com o verbo infernizar!
O HÍFEN é complicado
Portanto esteja ligado:
Agora vou lhe explicar:

Se o prefixo terminar
Por exemplo em vogal
E o segundo elemento
For "r" e "s" de sal;
Consoante duplicada
Tire o hífen da jogada
E veja como é legal

Escreva microssistema
Contrarregra, infrassom
Biorritmo, autorretrato
Minissaia, ultrassom
Antessala, antirracismo
Cosseno, neorrealismo
E veja como é tão bom!



segunda-feira, 13 de agosto de 2012

XVI Congresso Nacional de Linguística e Filologia



Nos dias  27 até 31 de agosto de 2012 acontecerá o XVI Congresso Nacional de Estudos Filológicos Linguísticos, no Instituto de Letras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, por iniciativa do Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos.

Durante a realização deste Congresso, haverá 21 mesas-redondas das 8h às 10h, quatro conferências das 10h às 12h.

O objetivo do Congresso é divulgar as pesquisas filológicas e linguísticas;

Ampliar os estudos de Filologia e Linguísticas nas Faculdades e Institutos de Letras;

Promover o intercâmbio nacional e internacional dos estudos e pesquisas nesses campos;

Demonstrar a utilidade dos estudos e pesquisas filológicas e linguísticas para o desenvolvimento das ciências e das tecnologias em geral;

Como o XVI Congresso Nacional de Estudos Filológicos e Linguísticos será em homenagem a Leodegário Amarantis de Azevedo Filho, todas as linhas de pesquisa que tiveram o apoio bibliográfico nas suas obras serão consideradas pertinentes à temática do evento.

Fonte: http://www.filologia.org.br/xvi_cnlf/

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Gramática Pedagógica da Língua Portuguesa



A Gramática Pedagógica da Língua Portuguesa é de fácil compreensão, e foi produzida pala estudantes do ensino fundamental II. Revisada segundo a nova ortografia, apresenta a teoria a partir de variados gêneros textuais, e contém exercícios que ajudam na fixação.

Os autores:

Roberto Melo Mesquita é Licenciado em Letras pela PUC-SP; Licenciado em Pedagogia pela Unicastelo e Mestre em Língua Portuguesa pela PUC-SP;

Cloder Rivas Martos é Licenciado em Letras Clássicas pela PUC-SP e Licenciado em Pedagogia pela Faculdade Camilo Castelo Branco.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Cleonice Berardinelli



Nascida em 28 de agosto de 1916, no Rio de Janeiro, Cleonice Bernardinelli formou-se em Letras Neolatinas pela Universidade de São Paulo (1938) e livre-docente pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1959) com dissertação intitulada "Poesia e Poética de Fernando Pessoa. Especialista em Luiz de Camões e Fernando Pessoa, é professora emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro. e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Ela é pesquisadora 1-C do Conselho Nacional Científico Tecnológico, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.

É autora, entre outras obras, de: Estudos camonianos (1973); Obra em prosa: Fernando Pessoa (1974); Estudos de Literatura Portuguesa (1985); Alvaro de Campos - A passagem das horas (1988); Poesia de Alvaro de campos (1990); e Fernando Pessoa: outra vez te vejo...(2004).

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cleonice_Berardinelli

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Gramática e Tecnologia



Os estudantes têm tido dificuldades nas construções gramaticais porque não gostam de ler e detestam escrever pelas normas gramaticais, mas vivem mandando mensagens em celulares e computadores, sem preocupação "com a norma culta na escola". Quando um especialista em língua portuguesa faz críticas à linguagem utilizada em computadores e celulares, na verdade, não deixam de reconhecer que elas são adequadas naquele momento. O debate gira em torno de aquela linguagem se tornar a única linguagem utilizada pelos alunos.

Nas universidades a questão é mais complicada. Preocupados em dominar uma língua estrangeira, eles relaxam no estudo de um texto escrito em língua portuguesa.

Em entrevistas de trabalhos muitos apresentam bom conhecimento em inglês, francês, espanhol etc. Mas são reprovados em língua portuguesa.

Gramática Completa para Concursos


Gramática Completa para Concursos e Vestibulares traz a teoria gramatical explicada de um modo simples e mais 500 testes de multipla escolha selecionados de concursos públicos e vestibulares promovidos por diversas instituições brasileiras, constantes em uma lista no final do volume. Esta obra foi pensada para tornar o estudo da Gramática uma atividade prazerosa, distanciando-a daquela daquela ideia de informações maçantes difíceis de decifrar.

Autor:

Nilson Teixeira de Almeida

Licenciado em Língua Portuguesa pela USP.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Livros didáticos de Português


O MEC tem distribuído livros didáticos escritos por linguistas há um bom tempo. Caso alguém ainda esteja achando que a escola utiliza livros sem reflexão feita pelos autores, este alguém não entendeu gramáticas e livros didáticos têm sido elaborados por especialistas em linguagem.

O curioso é rejeitar livros com a norma culta sob a alegação de elitismo e seguir manuais produzidos por jornalistas e advogados sem formação em Letras.

O livro PORTUGUÊS LINGUAGENS,  de William Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães é um exemplo disso.

Temos ainda:

O livro Português: língua e cultura, de Carlos Alberto Faraco é mais um exemplo.

O livro Gramática da Língua Portuguesa, de Roberto Melo Mesquita.

O livro Gramática Objetiva da Língua Portuguesa, de Renato Aquino.

O livro Gramática Aplicada da Língua Portuguesa de Manoel Pinto Ribeiro.

Assim, seria bom que os graduandos em Letras não se deixassem levar por opiniões fantásticas e buscassem aprender mais com os que conhecem sobre o assunto, deixando de lado os jornalistas e bacharéis em direito ensinado-lhes o que eles mesmos não sabem..


quarta-feira, 25 de julho de 2012

Certificado de Proficiência em Português


O Cerificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeira (Celp-Bras) é conferido a estrangeiros com desempenho satisfatório em teste padronizado de português.

O exame é aplicado no Brasil e em outros países pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP, com o apoio do Ministérios das Relações Exteriores. Internacionalmente, o Celp-Bras é aceito em firmas e em instituições de ensino como comprovação de competência na língua portuguesa e, no Brasil, é exigido pelas universidades para o ingresso em graduação e em programas de pós-graduação.

Outorgado pelo MEC, o Celp-Bras é o único certificado brasileiro de proficiência em português como língua estrangeira reconhecido oficialmente. É conferido em quatro níveis: intermediário, intermediário superior, avançado e avançado superior.

Fonte: http://www.dce.mre.gov.br/estrangeiros/CELPEBras.html

Portugal Promove a Língua Portuguesa



Uma parceria para promover ações culturais, educativas e científicas por universidades portuguesas e outras instituições portuguesas na República Popular da China foi assinada ontem (24/07/2012), na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

A parceria envolve o Instituto Camões e várias universidades portuguesas, visando uma colaboração "coordenada e otimizada" para a promoção da língua e da cultura portuguesas na China.

No âmbito do protocolo, os parceiros vão trocar informação regular sobre as atividades que desenvolvem naquele país, em articulação com as universidades e instituições chinesas.

O acordo prevê reforço e consolidação das ações de cooperação com as universidades chinesas, a realização de cursos e outras atividades formativas dirigidas sobretudo a docentes chineses, e a investigação sobre o ensino e a aprendizagem do português como língua estrangeira na China.

Também visa criar guias do professor sobre a metodologia do ensino do português naquele país, o apetrechamento bibliográfico de instituições de ensino superior e de investigações na China, e a criação de um sítio na web que apoie as atividades de formação de docentes chineses.

Fone: http://iilp.wordpress.com/

sábado, 21 de julho de 2012

Preocupação com a escrita dos estudantes


Durante algum tempo os professores de português têm se preocupado com o que os alunos escrevem, e alguns linguistas, por sua vez, fazem sucesso com com esses estudantes por serem defensores das variantes linguísticas.

Não é o linguista que está em sala de aula. As implicações dos linguistas devem se ater ao ambiente acadêmico. O que piora a situação é que pessoas graduadas em curso superior de computação acabam escrevendo mal e utilizando um nome renomado para sustentar a sua ignorância da escrita, quando deveria procurar assimilar a variedade padrão.

Numa pesquisa da Unesp foi constatado que alguns alunos escrevem "Serca de", "espozo", "concerteza", "centido", "poriso" e "eis namorado". Apesquisa foi feita na rede pública de ensino em Rio Preto com 539 alunos da 5ª a 8ª.

A linguista Liciani Ester Tenani, coordenadora da pesquisa, afirma: "São palavras comuns, de uso frequente, que deveriam ser escritas corretamente nesta etapa do ensino, conforme pregam os Parâmetros Curriculares Nacionais". Noutro trecho ela afirma: "Se o aluno não tem o domínio da forma culta, acaba transpondo termos como 'fexado' para situações que requerem o uso correto da língua, como uma redação escolar".

Luciani Ester Tenani:

Bacharela em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (1990-1993).
Mestra em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (1994-1996).
Doutora em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (1996-2002).

Já Maria Izabel Azevedo Noronha, integrante do Conselho Nacional de Educação, diz: "Hoje o aluno lê cada vez menos. E não há regra preestabelecida que ensine a escrever corretamente, ele precisa se familiarizar com as palavras, e isso só se faz lendo". Afirma ainda que outro culpado pelos erros cometidos pelo aluno é o uso distorcido da língua nas redes sociais e no bate-papo.

Maria Izabel Azevedo Noronha:

Graduada em Letras pela Universidade Metodista de Piracicaba (1982-1985).
Mestra em Letras pela Universidade Metodista de Piracicaba (1992-1995).


Fonte: http://www.diarioweb.com.br/novoportal/Noticias/Educacao/61747,,Estudantes+levam+nota+zero+em+gramatica+e+ortografia.aspx

Brasileiro contra o Acordo Ortográfico




O Professor Paulo Franchetti é graduado em Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Leras de Araraquara. Especialista em Literatura Brasileira pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Mestre em Teoria Literária pela Universidade Estadual de Campinas. Doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo. Professor titular do Departamento de Teoria Literária do Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas.

Numa entrevista ele explicou:

"O Acordo Ortográfico é um aleijão. Linguisticamente malfeito, politicamente mal pensado, socialmente mal justificado e finalmente mal interpretado. Foi conduzido aqui no Brasil de modo palaciano: a universidade não foi consultada, nem teve participação nos debates (se é que houve debates além dos que talvez ocorram durante o chá da tarde na Academia Brasileira de Letras), e o governo apressadamente o impôs como lei, fazendo com que um acordo para unificar a ortografia vigorasse apenas aqui, antes de vigorar em Portugal. O resultado foi uma norma cheia de buracos e defeitos, de eficácia duvidosa. Não sei a quem o acordo interessa de fato. A ortografia brasileira não será igual à portuguesa. Nem mesmo, agora, a ortografia em cada um dos países será unificada, pois a possibilidade de grafias duplas, permite inclusive a construção de híbridos. E se os livros brasileiros não entram em Portugal (e vice-versa ) não é por conta da ortografia, mas de barreiras burocráticas e problemas de câmbio que tornam os livros ainda mais caros do que já são no pais de origem. E duvido que a ortografia seja uma barreira comercial maior do que a sintaxe e o ai-meu-deus da colocação pronominal. Mas o acordo interessa, é claro, a gente poderosa. Ou não teria sido implantado contra tudo e contra todos..."

(17/02/2012)
Fonte: http://abemdanacao.blogs.sapo.pt/671479.html    

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo



No dia 12 de julho de 2012, a Comissão de Educação, Ciência e Cultura esteve em reunião extraordinária para ouvir pessoa que subscreveram a Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico.

Na audiência presidida pelo deputado Pedro Pimpão, cada um dos subscritores da Iniciativa Legislativa de Cidadãos teve a apresentar a sua perspectiva sobre o impacto extremamente negativo do Acordo Ortográfico de 1990 e sobre a forma como esses mesmos representantes da opinião generalizada da maioria do povo português, continuam a lutar persistentemente até que seja corrigido este erro, e a revogação do referido Acordo Ortográfico.

Foram os subscritores:

Maria do Carmo Vieira:

Licenciada em Filologia Românica e Mestra em Literaturas de Viagens.
Dedica-se ativamente às questões relacionadas com a defesa da Cultura, da Educação, do Ensino Público e da Língua Portuguesa, intervindo regularmente em debates e entrevistas na televisão, nas rádios e nos jornais.


Teolinda Gersão:

Estudou Germanística Romanística e Anglística, nas Universidades de Coimbra, Tübingen e Berlim.
Foi Leitora de Português na Universidade de Berlim,, assistente na faculdade de Letras de Lisboa e depois ensinou Literatura Alemã na Universidade Nova de Lisboa.

Hermínia Castro:

Bióloga, morou em Aveiro e Londres é Tradutora.


Pedro Afonso:

Tem 22 anos e estuda no Instituto Superior Técnico, da Universidade Técnica de Lisboa.

João Ricardo Dias:

Estudante de Engenharia Informática da Universidade do Algarve.
Autor do Firefox contra o Acordo Ortográfico.

João Pedro Graça.

Fonte: http://ilcao.cedilha.net/?p=6527

terça-feira, 17 de julho de 2012

Mais uma sobre o Acordo Ortográfico em Portugal



O professor da Faculdade de Direito de Lisboa, Ivo Miguel Barroso, defende que a Assembleia da República deve aprovar uma norma que desvincule o Estado português do Acordo Ortográfico em vigor. Ivo Miguel Barroso defende essa posição numa fundamentação de queixa contra o Acordo Acordo, que entrega esta semana na Provedoria da Justiça.

"A Assembleia da República deve repor a normalidade violada, operando um autocontrole de validade, fazendo aprovar um ato que, reconhecendo a inconstitucionalidade das normas contidas no Acordo Ortográfico e, também, na Resolução parlamentar nº 35/2008, retire a eficácia a essa, auto-desvinculado o Estado português"lê-se no documento a que a Lusa teve acesso.

Ivo Miguel Barroso argumenta também que os "cidadãos gozem direito de resistência" ao acordo, referindo ao artigo 21 da Constituição Portuguesa, e também "de objeção de consciência e do direito genérico de desobediência à normas constitucionais'.

Numa fundamentação de 275 páginas, o professor da faculdade lisboeta apresenta argumentos pelo "demérito do Acordo Ortográfico pela violação de regras extra-jurídicas da variante do português de Portugal".

Segundo Barroso, o "Acordo Ortográfico não se assenta em nenhum consenso alargado" e "não serve o fim a que se destina - a unificação da língua portuguesa". Afirma ainda o docente de direito que há "múltiplos reparos que podem ser feitos, do ponto de visa das formulações".

No seu entender, " o Acordo Ortográfico é um texto cheio de vulnerabilidade no domínio ortográfico" e "a aplicação do Acordo Ortográfico cria palavras homógrafas, fazendo com que palavras distintas sejam  confundidas"

Fonte: http://expresso.sapo.pt/professor-de-direito-diz-que-parlamento-deve-desvincular-portugal-do-acordo-ortografico=f739933

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Coleção Pasquale Explica




Uma coleção que aborda vários aspectos interessantes para uma consulta rápida de um modo bem didático e simples, Coleção Pasquale Explica traz pontos que muitos têm dúvidas.  O trabalho do professor apresentador do Programa Nossa Língua Portuguesa, nas referida coleção é apresentado em uma linguagem como se o leitor estivesse conversando com o autor.

1 - Ortografia  2 - Acentuação 3- Pontuação - vírgula e outros sinais  4 -Verbos  5-  Análise sintática

6- Emprego de pronomes  7- Concordância 8 - Regência  9 - Crase  10 - Redação 11- Interpretação de textos  12 - Dificuldades da língua portuguesa

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Colaboração entre Cabo Verde e Timor Leste



Um protocolo de cooperação entre Cabo Verde e Timor-Leste vai  permitir às universidades cabo-verdianas receberem estudantes timorenses e o envio, para Díli, de docentes de Língua Portuguesa. O documento foi assinado em 16 de junho do corrente ano, pelos ministros da Educação timorense, João Cândido Freitas, e cabo-verdiana, Fernanda Marques, o acordo visa a apoiar o ensino de português ao longo das duas décadas.

O Ministro João Cândido Freitas, avaliou de forma muito positiva o desenvolvimento do ensino cabo-verdiano e disse à Agência Lusa: "Na área da educação, queremos contar, a partir de 2013, com professores cabo-verdianos para o reforço e reintrodução da Língua Portuguesa em Timor-Leste. Já temos Portugal e Brasil e queremos agora Cabo Verde na formação de professores. Temos 12.000 professores e 85% deles não são qualificados no domínio da Língua Portuguesa".

Ainda informou que, em breve, irá a Cabo Verde uma delegação técnica do Instituto de Formação de Professores timorense.

A Ministra de Educação cabo-verdiana, Fernanda Marques, disse ser um privilégio para Cabo Verde apoiar os parceiros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, ao lado de Portugal e Brasil na promoção e na reintrodução da Língua Portuguesa em Timor-Leste.

Fonte: http://iilp.wordpress.com/2012/06/24/cavo-verde-junta-se-ao-brasil-e-portugal-para-ensinar-a-lingua-portuguesa-em-timor/

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