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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Historia do Acordo Ortográfico

-1907: Foi cogitado a Academia Brasileira de Letras adotar, em suas publicações oficiais, um sistema de grafia simplificado. Mas, nesse, havia lacunas e falhas as quais tiveram de ser revistas.
-1911: Reforma ortográfica do Governo Português.
-1912: Foi publicada a regulamentação definitiva dessa reforma revista de 1911.
-1915: A Academia Brasileira de Letras aprovou a proposta de Silva Ramos no sentido de harmonizar a reforma de 1907 com a de 1911.
-1919: todo o plano reformista simplificado foi revogado para ser mais bem estudado e essa ação gerou muitos protestos acadêmicos.
-1929: A Academia Brasileira de Letras lançou um novo sistema gráfico, no qual havia algumas regras racionais e outras que demonstravam desrespeito à tradição e à etimologia. Esse sistema não foi aceito por muitos jornalistas e liberais.
-1931: Foi celebrado o Acordo entre a Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa. Esse foi considerado oficial em todo território brasileiro, e questionamentos em relação à acentuação dos vocábulos tiveram de ser feitos no Decreto-lei n. 292 de 23/2/1938.
-1943: O Formulário Ortográfico de 1943, aprovado em 12 de agosto de 1943pela Academia Brasileira de Letras para a organização do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa do mesmo ano.
-1945: O acordo Ortográfico de 1945 é uma convenção ortográfica assinada em Lisboa, em 6 de outubro daquele ano entre a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras. O Decreto nº 35.228/45 de 8 de dezembro, fixou a data de 1º de janeiro de 1946 para vigorar nos países de língua portuguesa, com exceção do Brasil.
-1971: Aprovado pelo Congresso Nacional Brasileiro um projeto de lei o qual introduzia alterações no capítulo de acentuação gráfica, segundo parecer da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa, artigo III da Convenção Ortográfica de 29/12/1943. Foi sancionado a Lei 5.675, aproximando as grafias de palavras entre Brasil e Portugal, tal como a abolição do tema dos hiatos em saüdade = saudade/vaïdade/vaidade, bem como o acento circunflexo diferencial nas letras "e" e "o" das sílabas tônicas das palavras homógrafas como almôço=almoço, gôsto=gosto.
-1986: Houve uma nova tentativa de um novo acordo ortográfico mas Portugal rejeitou o texto que precisou ser revisto.
-1990: Foi assinado um acordo(nova versão da tentativa do acordo de 1986) para unificar e simplificar a ortografia dos países lusófonos, aqueles que têm o português como língua oficial(Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe). Em 2004, Tomor Leste também assinou.
-2009: Assinado no dia 29/9/2008 o Decreto- lei n. 6.583, pelo presidente do Brasil, o Acordo Ortográfico passa a vigorar em 1 de janeiro de 2009, num período de transição que termina em 31 de dezembro de 2012. Até lá, valem as duas grafias.

Fonte: http://www2.unitins.br/BibliotecaMidia/Files/Documento/AVA_

sábado, 11 de dezembro de 2010

Prof. Pasquale explica regras do Acordo Ortográfico


Muito solicitado desde foi assinado o Decreto que determina a entrada em vigor do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, o Prof. Pasquale Cipro Neto tem explicado sobre o que mudou e chamou a atenção dos acentos que cairam mas que não houve criação de novas palavras.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Academia Brasileira de Letras dá seu parecer



A Academia Brasileira de Letras se posicionou contra o parecer emitido pelo Conselho Nacional de Educação(CNE) que classificou como "racista" a obra Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato.

A ABL emitiu a seguinte nota:"Cabe aos professores orientar os alunos no desenvolvimento de uma leitura crítica. Um bom leitor sabe que Tia Nastácia encarna a divindade criadora dentro do Sítio do Piuca Pau Amarelo. Se há quem se refira a ela como ex-escrava e negra, é porque era essa a cor dela e era essa a realidade dos afro-descendentes no Brasil daquela época. Não é um insulto, é a triste constatação de uma vergonha da realidade histórica".
fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/abl/

sábado, 25 de setembro de 2010

Morte de Lucilo Varejão Filho


Nascido em 12 de novembro de 1921, o escritor Lucilo Varejão Filho faleceu ontem às 15h, de parada cardíaca, no Real Hospital Português da Benfica em Pernambuco.

Ele foi professor de várias escolas do Recife, entre as quais o Ginásio Pernambucano. Também foi professor titular de língua e literatura francesa no Departamento de Letras da Universidade Federal de Pernambuco(UFPE). Tinha especialização em Literatura pela Sorbona. Publicou poemas e ensaios e, recentemente, reeditou, numa parceria entre a Academia Pernambucana de Letras e a Companhia Editora de Pernambuco, romances históricos dos séculos XIX e XX, na coleção intitulada OS Velhos Mestres do Romance Pernambucano.

Eleito em 1966 para ocupar a cadeira nº 2 da Academia Pernambucana de Letras onde tomou posse em 1971, sendo saudado pelo escritor Mauro Mota, também já falecido, acompanhou as Reformas Ortográficas de 1943, 1971 e de 2009.

sábado, 11 de setembro de 2010

Academia Brasileira de Filologia


Criada em 1944, a Academia Brasileira de Filologia é composta de 40 membros. segundo seu estatuto, o candidato deve ter ao menos uma obra publicada que seja de caráter filológico, linguístico etc.

Dela fizeram parte:

Prof. Celso Ferreira da Cunha - Licenciado em Letras (1940) pela Universidade do Distrito Federal, onde havia alcançado o Bacharelado em Direito(1939). Doutorou-se em Letras(1947) pela pela Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil. Foi membro da Academia das Ciências de Lisboa, da Academia Mineira de Letras, da Academia Brasileira de Filologia e da Academia Brasileira de Letras.

Suas obras:

Manual de Português, vários volumes (1962-1965).

Uma política do idioma (1965).

Língua Portuguesa e Realidade Brasileira(1968).

Língua e Verso(1968).

Gramática Moderna(1970).

Gramática do Português Contemporâneo(1970).

Gramática da Língua Portuguesa(1972).

E outras.



Prof. Joaquim Mattoso Câmara Júnior - Formado em Arquitetura(1927) pela Escola Nacional de Belas-Artes, e em Direito(1932) Pela Universidade do Rio de Janeiro. Frequentou o curso de Letras Neolatinas(1937) na antiga Universidade do Distrito Federal. Em 1943, graças a uma bolsa de estudos concedida pela Fundação Rockfeller, participou, durante um ano, de vários cursos de especialização em Linguística nos Estados Unidos da América. Na Universidade de Colúmbia(Nova Iorque), frequentou os cursos de Grego, Sânscrito, Línguas da África e linguística Comparada - este último com Jackobson.

Membro fundador da Academia Brasileira de Filologia(1944), Doutorou-se em Letras Clássicas(1949) pela Faculdade Nacional de Filosofia da Unversidade do Brasil.

Uma das suas obras foi:

.Princípios da Linguística Geral(1941);
.Estrutura da Língua Portuguesa(1970);
.História da Linguística(1975);
.História e Estrutura da Língua Portuguesa(1975).

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A Retirada do Latim no Curso de Letras


Algumas instituições estão abolindo o latim da grade de Letras. Como entender isso?

O Prof. Francisco Platão Savioli talvez seja mais conhecido pela GRAMÁTICA EM 44 lições, da qual é autor. No curso de Letras temos o referido professor sempre lembrado nas aulas de Linguística. Ele é Licenciado em Língua Portuguesa e Bacharel em Latim e Linguística pela USP. Mestre em Filologia Românica e Linguística pela USP. Doutor em Filologia Românica e Linguística pela USP.

Ele tem ajudado ao concursandos e graduandos em Letras durantes anos. Quem cursa Letras deve ter lido algo que ele escreveu na área de linguística.

Como entender Filologia sem latim?

Alguns professores trabalham com pesquisas a respeito do latim.

O Prof. Ataliba Texeira Castilho analisa a língua e o seu uso. Recentemente ele lançou GRAMÁTICA DO PORTUGUÊS BRASILEIRO. Diferente das outras gramáticas por registrar o modo de falar dos brasileiros, fazendo uma descrição do uso e não da norma gramatical. Ele é graduou-se em Letras Clássicas pela USP, onde fez o Doutorado em Linguística. Com o estudo do latim, pôde avaliar melhor o processo linguístico através do tempo.


A Prof. Mara Rodrigues Vieira é graduada em Português-Latim pela UFRJ. Mestra em Letras Clássicas pela UFRJ.

O Prof. Marcelo Vieira Fernandes é graduado em Português-Latim pela USP. Pós-graduado em Letras Clássicas pela USP.

Como tirar o latim da grade de Letras se há professores para ensinar? Quem argumenta que o Latim não serve pois é uma língua morta, ainda não conhece o jornal EPHEMERIS.

Dê uma olhada http://ephemeris.alcuinus.net/

Trata-se de um jornal em latim.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Trabalho do dicionarista


Fomos acostumados a pensar no dicionário de Aurélio como aquele com maior autoridade no Brasil. Isso se deu pelo simples fato de sua popularidade entre os professores de português e o público em geral.

Por muito tempo, parecia que sem consultar o "Aurélio", não havia certeza da informação.

Felizmente os tempos são outros. Afinal, todos os dicionaristas merecem o mesmo respeito e a mesma confiabilidade. Nenhum deles conhece tudo o que está registrado no dicionário.

Podemos tomar o próprio Aurélio como exemplo.

Quem tem o Mini Aurélio do Século XXI, 4ª edição, 2001, encontra o seguinte:"Nesta edição, foram pesquisadores nas áreas especializadas:Artur Bisisio Jr.(Comunicação, Editoração e Marketing), Aurélio Baird Buarque Ferreira(Química e Físico-Química), Beatriz Grosso Fleury(Biologia Marinha e Ecologia), Deolindo Couto Filho(Medicina), Flávio Versiani(Economia), Isolda Homem(Arquitetura e Urbanismo), João Carlos dos Anjos(Física de Partícula), Marília Barroso(Filosofia), Vasco Fleury(Engenharia Elétrica)".

Perceba que o dicionarista conta com uma equipe.

Assim sendo, não é um trabalho tão fácil e quem se dedica a isto merece a confiança e o respeito por parte do leitor.

domingo, 25 de julho de 2010

Prof. Ernani Pimentel e o Acordo Ortográfico.


O Prof. Ernani Pimentel é o principal representante do Movimento Acordar Melhor e aponta as falhas do Acordo Ortográfico e do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. Aqui vai um pouco do que ele apresenta:

Problemas do Acordo Ortográfico.

1. Anacronismo: Em 1990, praticamente se reiterou o pensamento de 1975, porém o mundo evoluiu muito de lá para cá. É certo que o século XX representou uma evolução tecnológica mais acelerada de todas as últimas décadas, mas também é verdade que em 1975 sequer havia internet, um dos vários fatores que contribuíram para a transformação mais assombrosa de que se tem notícia na história comumente conhecida do planeta.

2. Falta de objetivo: Como o próprio nome diz, o Acordo é ortográfico e não ortofônico, ou seja, deve-se ater à grafia, à maneira de escrever, sem que se afete a pronúncia... Mas eliminou o trema, que, em sua essência é um marcador da pronúncia. Será que os responsáveis por esse Acordo não sabiam disso?

3. Contradição de princípios:Nas palavras compostas em que o segundo elemento começa com, qual o princípio? Manter-se o h ou eliminá-lo? Uma regra lógica só se fixa com princípios definidos e não contraditórios. Quando o Acordo diz que se deve usar o hífen antes de h(extra-humano), está dizendo que o h deve ser mantido. Quando diz que em des+humano se deve grafar desumano, está pregando contraditoriamente a eliminação da referida letra.

4.Imprecisão de conceitos:O Acordo chama de aglutinadas as palavras "girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedistas, etc", desconhecendo que "glut" significa comer, engolir...e por isso, aglutinação pressupõe algum som engolido ou alterado (filho de algo = fidalgo; perna alta = pernalta).

5.Pontuação discutível:No item anterior, ao final da série de palavras, exite um "etc." depois de vírgula. A abreviatura da expressão latina et cetera, que significa "e o restante", começa com a conjunção et, antes da qual não se justifica a vírgula.

O texto completo você confere no site acordar melhor

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Portugal e o Acordo Ortográfico


No dia 21 de outubro de 2009, a Porto Editora apresentou em Lisboa no Padrão dos Descobrimentos, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, sob a direção científica do Prof. João Malaca Casteleiro. O VOLP elaborado em Portugal teve colaboração de acadêmicos da Academia Galega da Língua Portuguesa.

Na ocasião, o acadêmico Fernado Cristovão da Academia das Ciências de Lisboa salientou a contribuição do Prof. João Malaca Casteleiro e a necessidade da implantação do Acordo Ortográfico em Portugal.

Também presente na ocasião, o Prof. Evanildo Bechara da Academia Brasileira de Letras anunciou a inclusão do contributo lexical da Galiza na próxima edição do VOLP brasileiro.

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