Páginas

terça-feira, 12 de julho de 2011

Defesa do Ensino da Gramática Normativa

A questão que devemos levantar não é se devemos ou não ensinar a Gramática Normativa,  mas  qual abordagem devemos ter em sala de aula. O Prof. Claudio Moreno escreveu em seu sitio:"A reação contra o livro do MEC não era um repúdio ao saber dos linguistas, mas sim um recado ao que eles insistem em não ouvir:não é isso que esperamos da Escola".  Realmente, o Prof. Claudio Moreno defende muito bem a posição dos professores de língua portuguesa em relação à sua função. Ele deixa isso bem claro quando diz: "O linguista trabalha para expandir os limites da teoria dedicando-se a analisar e observar os fatos da linguagem para melhor entendê-la; o seu compromisso é com a ciência.  Pois nós, professores de português, não somos nem pretendemos ser cientistas. Longe disso, o compromiso  que temos é com a cultura... É por causa disso que o professor de português, ao contrário do linguista, jamais poderá abandonar esta perspectiva cultural e histórica" (Veja mais no Sítio http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/2011/07/02/o-livro-do-mec-3/).

Muito interessante a colocação do Prof. Claudio Moreno porque os linguistas afirmam que a  Gramática Normativa ensina  uma  língua de prestígio, mas acho que eles precisam rever esse conceito. O que os artistas falam acaba sendo seguido pelo povo por causa do prestígio: eles são artistas.  Acabam ditando um modismo linguístico que se torna língua de prestígio. A Gramática Normativa não ensina esse tipo de "prestígio", por isso, afirmamos  que os linguistas entram no campo do ensino na escola quando o que deveriam  se ater às pesquisas ciêntíficas, seu maior contributo.  A escola deve sim, ensinar a Gramática Normativa. A diferença deve ser na abordagem , pois quem vai à escola tem direito e se apropriar da língua culta pelo apredizado esperado nas escolas. Mais uma vez, citamos o Sitio do  Prof. Claudio Moreno: "Dizer que a estrutura de um cavalo é melhor do que a de um cabrito não tem o menor sentido para um cientista  que estuda os seres vivos, mas tem todo o sentido para quem precisa usar o animal como montaria". É assim que deve ser vista a questão entre a linguística e o ensino da Gramática Normativa. nas escolas.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Olimpiada da Língua Portuguesa

A Olimpiada da Língua Portuguesa foi iniciada em 2002 que só alunos do 5º e 6º anos. Mas só se extendeu a partir de 2008 , com a participação do MEC, quando alunos do 7º e 8º ano e do Ensino Médio,  começaram a fazer parte dela juntamente com os alunos do 5º e 6º anos.  A partir de então, a Olimpiada da Língua Portuguesa passaram a ser bi-anuais. Em 2008 houve a 1ª edição das Olimpiadas, mas, em 2009, houve a capacitação dos professores. Em 2010 houve a 2ª  edição da Olimpiada da Língua Portuguesa.  Agora em 2011, temos a capacitação dos professores mais uma vez.

Portugal adota o Acordo Ortográfico

No dia 9 de dezembro de 2010, o Conselho de Ministros aprovou a Resolução que oficializa a entrada em vigor do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa nas escolas de Portugal. A partir de setembro de 2011, será a vez das escolas e no dia 1º de janeiro de 2012, será a vez dos órgãos do Governo.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Prof° João Malaca Casteleiro e o VOLP


Quando já estava tudo certo para que os portugueses tivessem um Vocabulário Ortográfico, a Academia das Ciências de Lisboa encarregou o acadêmico João Malaca Casteleiro que coordenou o trabalho científico do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, lançado pela  Porto Editora em outubro de 2009.

O Prof. João Malaca Casteleiro é Licenciado em Filologia Românica pela  Universidade de Lisboa, onde mais tarde se Doutorou em Linguística.  Foi diretor do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa,  conselheiro científico do Instituto Nacional de Investigação Científica.

O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa é uma contribuição do Prof. João Malaca Casteleiro ao povo de Portugal e aos demais falantes da língua portuguesa.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Sergio Nogueira explica a Nova Ortografia



O Prof. Sérgio Nogueira nos ajuda a entender a Nova Ortografia explicando o que mudou com a entrada em vigor do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, no dia 1º de janeiro de 2009, no Brasil

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Debate sobre o ensino da língua portuguesa

 
No dia 24 de maio de 2011, o programa Observatório da Imprensa exibiu um debate interessante. Participaram do debate o Prof. Sérgio Nogueira Duarte da Silva, que é Licenciado em Língua Portuguesa e Língua Espanhola pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Mestre em Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Também, o Prof. Deonísio da Silva, que é Licenciado em Letras pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, Mestre em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Doutor em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo. Ainda o Prof. Marcos Bagno, que é Graduado em Língua Portuguesa pela Universidade Federal de Pernambuco e Mestre em Linguística pela mesma instituição. É Doutor em Filologia Românica e Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo. Enquanto os outros dois se encontravam no estúdio do programa no Rio de Janeiro, este último falou de Brasília, da UNB.


O Prof. Sérgio Nogueira falou sobre seus 40 anos de magistério em escolas de ensino fundamental, médio e universidades. Falou que conhece a variação linguística(bem como todos os demais professores) mas que o aluno precisa se apropriar do conhecimento da língua padrão. Completando o que fora dito anteriormente, o Prof. Deonísio da Silva lembrou que Machado de Assis, sendo mulato, epilético, gago não se deu por vencido e apropriou-se da língua padrão tornando-se um mestre reconhecido não apenas no Brasil.

De sua comodidade na UNB, Marcos Bagno falou em variação linguística todo o tempo e disse que entre os 40 membros da Academia Brasileira de Letras e os 4.000 membros da Associação Brasileira de Linguística(ABRALIN), ele prefere aos últimos. O curioso no discurso de Bagno é nunca se referir à Academia Brasileira de Filologia.

O Prof. Sérgio Nogueira falou que o desrespeito que alguns "doutores" têm pelos professores de língua portuguesa é incoerente porque a linguística faz parte do preparo destes professores, motivo pelo qual não se pode afirmar que eles desconheçam o assunto em questão. Apenas sabem que o aluno precisa aprender a língua padrão. Os tais "doutores" defendendo a variação linguística e repudiando a Gramática Normativa se posicionam como donos da verdade.

O debate foi interessante e mostrou o quanto precisamos ouvir os dois lados da questão.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

MEC defende livro polêmico




O ministro da Educação Fernando Haddad, afirmou ontem que o Ministério da Educação(MEC) não vai recolher o livro didático Por uma Vida Melhor, distribuído nas escolas e que admite erros de concordância na linguagem falada...O MEC distribuiu o livro, pivô de uma crescente polêmica, pelo Programa Nacional do Livro Didático para a Educação de Jovens e Adultos (PLND-EJA) a 4.236 escolas.
Em um trecho da obra, os autores afirmam que o uso da linguagem popular - ainda que com seus erros gramaticais - é válido, permitindo frases como "nós pega o peixe" ou "os menino pega o peixe". Defende também que não se fale em linguagem "certa ou errada", mas "apropriada ou inapropriada" para cada ocasião.

Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 19 de março de 2011, quinta-feira

Postagens populares