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sábado, 23 de novembro de 2013

Entrevista com José Carlos Azeredo


O Prof José Carlos Azeredo, que chegou a trabalhar com Antônio Houaiss (1915-1999), disse que o filólogo teve carta branca da Academia Brasileira de Letras para participar das discussões que culminaram no Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, em vigor  desde 1 de janeiro de 2009.

"Antônio Houaiss era o único representante brasileiro. Ele era uma autoridade no assunto, apesar de muitos especialistas acharem que deveria ter havido maior discussão", afirma.

Para o professor Azeredo, a ABL permitiu que apenas um representante brasileiro participasse dos debates "porque o acordo de 1990 copiou em larga medida a reforma ortográfica de 1945". Essa mudança foi um acordo firmado entre Brasil e Portugal, mas foi o seguido apenas por este último. "O Brasil acabou se sentindo prejudicado e permaneceu no acordo de 1943", diz o professor.

O texto de 45 já previa, por exemplo, a extinção do trema e a abolição do acento agudo nos ditongos abertos nas proparoxítona, medidas que foram implantadas no Brasil com o novo acordo, mas que já estavam em prática em Portugal desde a segunda metade de 40. "O que se decidiu em 1990 é, na verdade, uma extensão ao Brasil daquilo que Portugal já praticava. As inovações são principalmente em relação ao hífen", diz o gramático.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/noticias/2009/02/02/houaiss-nao-contou-os-bastidores-do-acordo-diz-gramatico.htm

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